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Celebração dos 20 anos de Sagração do Templo dedicado à Nossa Senhora

27/05/2016

A celebração de dedicação marca a vida de uma igreja

Desde os primórdios, Deus se comunicou com o homem de diversas maneiras. Podemos ler, no Antigo Testamento, o Senhor que se revela a Abrão por intermédio de um anjo (Gn 18,2ss). No livro do Êxodo, Deus se manifestou a Moisés na sarça ardente (3,2) e o tornou libertador do povo de Israel. Esse povo cultuava Deus por meio de orações, sacrifícios e de uma conduta segundo os mandamentos. Hoje, nós temos a igreja para nos reunirmos, para escutarmos a Palavra; mas antes o povo realizava seus sacrifícios e orações no deserto e em tendas.

No primeiro livro de Samuel aparecem outros elementos que ajudavam o povo eleito na fé: a Arca da Aliança (4-6), que continha as Tábuas da Lei; o cajado de Aarão e o maná; a unção, o óleo com o qual reis e profetas eram ungidos (10,1;16). O grande rei Davi bem que gostaria de construir um templo para o Senhor, mas foi seu filho Salomão que o fez. O templo foi destruído inúmeras vezes, atualmente existe apenas uma pequena parte que é conhecida como muro das lamentações.

Com a vinda de Jesus Cristo, a ideia de casa de Deus, de templo, não diz respeito apenas a um edifício, mas a pessoas que formam uma comunidade, uma ecclesia, uma assembleia. Jesus havia escolhido Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18). O apóstolo Paulo faz a comparação e apresenta a imagem da Igreja como um corpo, que tem como cabeça Jesus Cristo (1Cor 12). O apóstolo Pedro, em sua carta pastoral, dizia à comunidade: “Do mesmo modo, também vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo” (1Pd 2,5). Pode-se verificar que não havia uma preocupação de construir um templo, aliás no próprio discurso de Estevão ele diz que Deus não mora em casa feita por mãos humanas (At 7,48). De qualquer forma, também no início da Igreja, os apóstolos se reuniam nas casas para rezar. Paulo estava provavelmente numa casa, estavam reunidos para a fração do pão; e como se delongou na pregação, um jovem caiu da janela (cf. Atos 20,9).

Com o tempo, a Igreja foi crescendo e houve a necessidade de um templo. No fim do século I, eram edifícios denominados “Casa de Assembleia”; no século II, “Casa de Deus”, estes últimos normalmente foram edifícios de poderosos, que se convertiam e doavam esses edifícios para a Igreja. Isso é bem identificado por volta do ano 300 d.C, quando Constantino recebeu a evangelização de sua mãe Santa Helena. Esses espaços e outros construídos passaram a ser oficialmente os locais de oração, do culto eucarístico, da pregação da Palavra, local onde se cultivava a fé. Esse local é a igreja; ela era e é o local de encontro. Assim como no Antigo Testamento, Deus se manifestava na tenda ou no próprio templo, a Igreja acredita e celebra a presença de Deus também no templo, a igreja.

Quando a construção de uma igreja chega ao fim, a celebração que marca a vida dela tem o nome de “dedicação”, que pode ser traduzida como consagração, sagração ou inauguração. O termo normalmente mais usado é “dedicação”, toda igreja é dedicada por excelência à Santíssima Trindade, a Nosso Senhor Jesus Cristo e seus títulos; ao Espírito Santo, a Santíssima Virgem, aos Santos Anjos, aos santos inscritos no Martirológio Romano. Na dedicação da igreja, o rito é belíssimo e muito rico de significados. Normalmente, é o bispo daquela diocese quem dedica a nova igreja. Ali acontece a aspersão da água benta, as unções do altar e das paredes no edifício, a incensação, a deposição das relíquias no altar, a iluminação e, é claro, o rito da Palavra e da Eucaristia.

Parte por parte, com muito significado, a água aspergida logo no início é um clamor para que todo local seja purificado, lavado por Deus tanto as paredes quanto cada fiel que participar, é um rito penitencial, por isso não há o ato penitencial como de costume. As unções do altar e das paredes ungem aquela mesa que será usada para o sacrifício eucarístico, a unção ainda exala aquele belo e agradável odor do qual todos somos chamados a exalar, o odor de Cristo (2Cor 2,15). O incenso, a fumaça que sobe aos céus são as nossas orações, nossos pedidos elevados ao Pai. Desde os primeiros séculos, celebrava-se nas catacumbas sobre as relíquias dos mártires, os santos que deram a vida por amor a Jesus Cristo; assim, a deposição das relíquias no altar, hoje não mais exigido que seja de um mártir, nos recorda a doação, a entrega dos santos como resposta ao amor divino. A iluminação: Cristo é a Luz que ilumina, a Luz por excelência que nos tirou da escuridão, por Ele somos iluminados, por Ele também iluminaremos onde chegarmos, levando a luz que é Cristo.

Por fim, o rito de dedicação de uma igreja diz muito da nossa fé, é uma celebração que se deve viver com muita piedade e atenção. E cada vez que entrarmos numa igreja, tenhamos o devido respeito, amor por cada espaço daquele local, é um local sagrado, onde Deus manifesta a Sua glória e misericórdia, um local de encontro com o Pai por meio de Jesus Cristo no Espírito Santo, lugar de falar e de ouvir a Deus, lugar de celebrar, de pedir, de dar graças por tantos benefícios vindos do Alto. Naquela igreja ou capela que frequentamos, seremos agraciados por Deus e cheios d’Ele voltemos para casa, para o trabalho, para transbordar o Seu amor.

Fonte: Site da  Canção Nova. Disponível em http://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/o-que-e-o-rito-de-dedicacao-de-uma-igreja/. Acesso em 23 mai 2016.























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