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CREMAÇÃO OU SEPULTAMENTO: QUAL E A ORIENTAÇÃO DA IGREJA?

A placa da Sra. Orlanda ficou pronta, a terceira pessoa cuja cinzas foram depositadas na igreja Nossa Senhora da Defesa. Como há um erro em seu sobrenome impresso no filme que, infelizmente em função da dificuldade da edição, será corrigido nas próximas semanas, disponibilizaremos aqui a referida placa.

No mês dedicado aos fiéis defuntos, o Vaticano explica que as cinzas não podem ser espalhadas pela natureza, repartidas pela família ou guardadas em casa

Reportagem de André Bernardo (Revista Ave Maria, Novembro, 2017)

Já imaginou ter as cinzas de um ente querido transformadas em diamante? Ou, então, depositadas em uma urna biodegradável, juntamente com sementes de ipê, manacá ou quaresmeira? Então, essas e outras opções já estão à disposição de quem prefere ser cremado a sepultado e, no caso do “diamante humano”, dispõe-se a pagar até R$ 121 mil pela tecnologia suíça que gera pedras preciosas de até um quilate. Mas, e a Igreja Católica, o que pensa disso? É a favor ou contra? Por quê? Para começo de conversa, o Vaticano não proíbe a prática da cremação, “a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã”, salienta o Código de Direito Canônico (CDC). Desde 5 de julho de 1963, quando publicou a instrução Piam et constantem (Piedosa e constante), o Santo Ofício estabelece que “seja fielmente conservado o costume de enterrar os cadáveres dos fiéis”, mas, ressalva que a cremação exéquias (cerimônias fúnebres) àqueles que pediram para ser cremados, na condição de que tal escolha nâo seja querida “como a negação dos dogmas cristãos, ou num espírito sectário, ou ainda, por ódio contra a religião católica e à Igreja”.não é “em si mesma contrária à religião cristã”.

“Uma vez que a cremação do cadáver não toca o espírito e nem impede a onipotência divina de ressuscitar o corpo não há razão objetiva na cremação que nega a doutrina cristã sobre a imortalidade  a alma e da Ressurreição da Carne”, afirma Dom Pedro Carlos Cipollini, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “O sepultamento do corpo, porém, condiz mais com a tradição cristã porque dá sentido ao que a nossa fé ensina sobre a Ressurreição: ‘Se o grão de trigo não cair na terra e morrer, não dará fruto’”, pondera, citando o Evangelho de João (Jo 12,24).

CINZAS NÃO PODEM SER TRANSFORMADAS EM "LEMBRANÇAS COMEMORATIVAS"

Cinquenta e três anos depois da publicação de Piam et constantem, mais exatamente no dia 15 de agosto de 2016, a Igreja divulgou uma nova instrução sobre o tema: Ad Resurgendum cum Christo (Para ressuscitar com Cristo), que tem como subtítulo “A propósito da sepultura dos defuntos e da conservação das cinzas da cremação”. Dessa vez, a Santa Sé listou uma série de orientações para os católicos que desejam ter seus corpos cremados depois da morte. A primeira delas é: as cinzas não podem ser espalhadas. Em outras palavras: jogá-las no ar, na terra, no mar ou, ainda, depositá-las numa urna biodegradável é proibido. Qual a razão disso? “Essa prática poderia ser confundida como panteísta, naturalista ou niilista”, explica o documento assinado pelo cardeal Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé, e aprovado pelo Papa Francisco. Mas, e o que fazer caso o defunto tenha manifestado o desejo de ser cremado e suas cinzasserem dispersas na natureza por razões contrárias à fé cristã? Nesse caso, não há escapatória: as exéquias, segundo o CDC, devem ser negadas. A segunda recomendação é: as cinzas não podem ser divididas. Repartir os restos mortais do(a) patriarca (matriarca) da família entre filhos, netos e bisnetos? Nem pensar! A terceira: as cinzas não podem ser mantidas em casa. Guardar a urna crematória com as cinzas de seu pai (ou de sua mãe), entre outros, na estante da sala de estar “apenas em casos graves e excepcionais”. Aí, a palavra final é do bispo local. A quarta e última: as cinzas não podem ser transformadas em “lembranças comemorativas” sob a forma de peças de joalheria ou outros objetos. Caso a família opte pela cremação, “as cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica”. “Fora de um ambiente sacro, podem ocorrer banaiizações, esquecimento ou falta de respeito"

Horários das Missas

Todo dia 02 de cada mês missa em louvor à Nossa Senhora com a tradicional benção das velas.

Sexta-feira, missa às 20h na Igreja Matriz

Sábado, às 18h, missa na Comunidade Santa Edwiges

Segunda, às 15h, missa das almas na Comunidade Nossa Senhora da Defesa.

Domingo, às 08h, 10h30 e 19h missa na Matriz e às 09h missa na comunidade de Santa Edwiges.

Publicações

Campanha da Fraternidade 2017
Cartaz da Festa da Padroeira 2017