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Domingo da Palavra de Deus: apesar de tudo, Ele está sempre conosco

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CONGREGATIO DE CULTU DIVINO ET DISCIPLINA SACRAMENTORUM
Prot. N. 602/20
NOTA SOBRE O DOMINGO DA PALAVRA DE DEUS
O Domingo da Palavra de Deus, desejado pelo Papa Francisco todos os anos no Terceiro Domingo do Tempo Comum[1], recorda a todos, Pastores e fiéis, a importância e o valor da Sagrada Escritura para a vida cristã, bem como a relação entre a Palavra de Deus e a liturgia: «Como cristãos, somos um só povo que caminha na história, fortalecido pela presença no meio de nós do Senhor que nos fala e alimenta. O dia dedicado à Bíblia pretende ser, não “uma vez no ano”, mas uma vez por todo o ano, porque temos urgente necessidade de nos tornar familiares e íntimos da Sagrada Escritura e do Ressuscitado, que não cessa de partir a Palavra e o Pão na comunidade dos crentes. Para tal, precisamos de entrar em confidência assídua com a Sagrada Escritura; caso contrário, o coração fica frio e os olhos permanecem fechados, atingidos, como somos, por inumeráveis formas de cegueira»[2]. Portanto, este domingo constitui uma boa ocasião para reler alguns documentos eclesiais[3] e especialmente os Praenotanda do Ordo Lectionum Missae , que apresentam uma síntese dos princípios teológicos, celebrativos e pastorais relativos à Palavra de Deus proclamada na Missa, mas que tambémsão válidos em todas as celebrações litúrgicas (Sacramentos, Sacramentais, Liturgia das Horas). 1. Através das leituras bíblicas proclamadas na liturgia, Deus fala ao seu povo e o próprio Cristo proclama o seu Evangelho[4]; Cristo é o centro e a plenitude de toda a Escritura, do Antigo e do Novo Testamento[5].5 Ouvir o Evangelho, o ponto alto da Liturgia da Palavra[6], é caracterizado por uma veneração particular[7], expressa não só por gestos e aclamações, mas também pelo próprio livro dos Evangelhos[8]. Uma das modalidades rituais adequadas para este domingo poderia ser a procissão de entrada com o Evangeliário[9] ou, na sua ausência, a sua colocação sobre o altar[10]. 2. A ordem das leituras bíblicas organizadas pela Igreja no Lecionário abre o caminho para o conhecimento de toda a Palavra de Deus[11]. Portanto é necessário respeitar as leituras indicadas, sem as substituir ou suprimir, e utilizando versões da Bíblia aprovadas para uso litúrgico[12]. A proclamação dos textos do Lecionário constitui um vínculo de unidade entre todos os fiéis que os ouvem. Uma compreensão da estrutura e da finalidade da Liturgia da Palavra ajuda a assembleia dos fiéis a receber de Deus a palavra que salva[13]. 3. O canto do Salmo Responsorial, a resposta da Igreja orante, é recomendado[14]; por conseguinte, o serviço do salmista em cada comunidade deve ser aumentado[15]. 4. Na homilia, os mistérios da fé e as normas da vida cristã são expostos ao longo do ano litúrgico, começando com as leituras bíblicas[16]. «Primariamente os Pastores têm a grande responsabilidade de explicar e fazer compreender a todos a Sagrada Escritura. Uma vez que é o livro do povo, todos os que têm a vocação de ser ministros da Palavra devem sentir fortemente a exigência de a tornar acessível à sua comunidade»[17]. Os Bispos, os sacerdotes e os diáconos devem sentir o compromisso de realizar este ministério com especial dedicação, valorizando os meios propostos pela Igreja[18]. 5. De particular importância é o silêncio que, ao promover a meditação, permite que a palavra de Deus seja recebida interiormente por aqueles que a ouvem[19]. 6. A Igreja sempre mostrou particular atenção àqueles que proclamam a palavra de Deus na assembleia: sacerdotes, diáconos e leitores. Este ministério requer uma preparação específica interior e exterior, familiaridade com o texto a proclamar e a prática necessária na forma de o proclamar, evitando qualquer improvisação[20]. É possível pré-configurar as leituras com monições breves e apropriadas[21]. 7. Devido ao valor da Palavra de Deus, a Igreja convida-nos a cuidar do ambão do qual ela é proclamada[22]; não é um móvel funcional, mas sim o lugar apropriado à dignidade da Palavra de Deus, em correspondência com o altar: de facto, falamos da mesa da Palavra de Deus e do Corpo de Cristo, em referência tanto ao ambão como, especialmente, ao altar[23]. O ambão é reservado para as leituras, o canto do Salmo Responsorial e do precónio pascal; a homilia e as intenções da oração universal podem dele ser proferidas, enquanto que é menos apropriado ter acesso a ele para comentários, anúncios, e a direção do canto[24]. 8. Os livros que contêm excertos da Sagrada Escritura despertam em quem os ouve uma veneração pelo mistério de Deus falando ao seu povo[25]. Por esta razão, deve-se ter o cuidado de garantir o seu valor material e a sua correta utilização. É inadequado recorrer a folhetos, fotocópias e subsídios como substitutos dos livros litúrgicos[26]. 9. Na proximidade ou nos dias sucessivos ao Domingo da Palavra de Deus é conveniente promover encontros formativos para realçar o valor da Sagrada Escritura nas celebrações litúrgicas; pode ser uma oportunidade para aprender mais sobre como a Igreja em oração lê a Sagrada Escritura, com leitura contínua, descontínua e tipológica; quais são os critérios para a distribuição litúrgica dos vários livros bíblicos ao longo do ano e nos seus tempos, a estrutura dos ciclos dominicais e dos dias da semana das leituras da Missa[27]. 10. O Domingo da Palavra de Deus é também uma ocasião propícia para aprofundar a ligação entre a Sagrada Escritura e a Liturgia das Horas, a oração dos Salmos e Cânticos do Ofício, as leituras bíblicas, promovendo a celebração comunitária de Ladainhas e  vésperas[28]. Entre os muitos Santos e Santas, todos testemunhas do Evangelho de Jesus Cristo, São Jerónimo pode ser proposto como exemplo, devido ao grande amor que tinha pela Palavra de Deus. Como o Papa Francisco
recordou recentemente, foi «incansável estudioso, tradutor, exegeta, profundo conhecedor e apaixonado divulgador da Sagrada Escritura […] Colocando-se à escuta da Sagrada Escritura, Jerónimo encontra-se a si mesmo, encontra o rosto de Deus e o dos irmãos, e apura a sua predileção pela vida comunitária[29]. Esta Nota pretende contribuir para despertar, à luz do Domingo da Palavra de Deus, uma consciência da importância da Sagrada Escritura para a nossa vida de crentes, a começar pela sua ressonância na liturgia que nos coloca em diálogo vivo e permanente com Deus. «A Palavra de Deus ouvida e celebrada, sobretudo na Eucaristia, alimenta e reforça interiormente os cristãos e torna-os capazes de um autêntico testemunho evangélico na vida diária»[30]. Da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, 17 de dezembro de 2020.
Robert Cardinal Sarah
Prefeito
+Arthur Roche
Arcebispo Secretário
[1]. Cf. Francisco, Carta Apostólica sob forma de Motu proprio Aperuit illis, 30 de setembro de 2019.
[2] Francisco, Aperuit illis , n. 8; concílio Vaticano II, Constituição Dei Verbum, n. 25: «É necessário,
por isso, que todos os clérigos e sobretudo os sacerdotes de Cristo e outros que, como os diáconos e os
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catequistas, se consagram legitimamente ao ministério da palavra, mantenham um contacto íntimo com
as Escrituras, mediante a leitura assídua e o estudo aturado, a fim de que nenhum deles se torne
“pregador vão e superficial da palavra de Deus. por não a ouvir de dentro”, tendo, como têm, a obrigação
de comunicar aos fiéis que lhes estão confiados as grandíssimas riquezas da palavra divina, sobretudo na
sagrada Liturgia. Do mesmo modo, o sagrado Concílio exorta com ardor e insistência todos os fiéis,
mormente os religiosos, a que aprendam “a sublime ciência de Jesus Cristo” (Fl 3, 8) com a leitura
frequente das divinas Escrituras, porque «a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo».
[3] Concílio Vaticano II, Constituição Dei Verbum ; Bento XVI, Exortação Apostólica Verbum Domini.
[4] Cf. Sacrosanctum Concilium, nn. 7, 33; Institutio generalis Missalis Romani (IGMR), n. 29; Ordo
lectionum Missae (OLM), n. 12.
[5] Cf. OLM, n. 5.
[6] Cf. IGMR, n. 60; OLM, n. 13.
[7] Cf. OLM, n. 17; Caeremoniale Episcoporum , n. 74.
[8] Cf. OLM, nn. 36, 113.
[9] Cf. IGMR, nn. 120, 133.
[10] Cf. IGMR, n. 117.
[11] Cf. IGMR, n. 57; OLM, n. 60.
[12] Cf. OLM, nn. 12, 14, 37, 111.
[13] Cf. OLM, n. 45.
[14] Cf. IGMR, n. 61; OLM, nn. 19-20.
[15] Cf. OLM, n. 56.
[16] OLM, n. 24; Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Diretório
Homilético , n. 16.
[17] Francisco, Aperuit illis , n. 5; Diretório Homilético , n. 26.
[18] Francisco, Exortação Apostólica Evangelii gaudium , nn. 135-144; Diretório Homilético .
[19] Cf. IGMR, n. 56; OLM, n. 28.
[20] Cf. OLM, nn. 14, 49.
[21] Cf. OLM, nn. 14, 49.
[22] Cf. IGMR, n. 309; OLM, n. 16.
[23] Cf. OLM, n. 32.
[24] Cf. OLM, n. 33.
[25] Cf. OLM, n. 35; Caeremoniale Episcoporum , n. 115.
[26] Cf. OLM, n. 37.
[27] Cf. OLM, nn. 58-110; Diretório Homilético , nn. 37-156.
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[28] Institutio generalis de Liturgia Horarum , n. 140: «A leitura da Sagrada Escritura, que por tradição
antiga é feita publicamente não só na celebração da Eucaristia, mas também no Ofício Divino, deve ser
realizada com a maior estima por todos os cristãos, porque é proposta pela própria Igreja, não por escolha
de indivíduos ou de acordo com a disposição mais favorável do seu ânimo, mas em ordem ao mistério
que a Esposa de Cristo desempenha através do ciclo anual [...]. Além disso, na celebração litúrgica, a
leitura da Sagrada Escritura é sempre acompanhada pela oração».
[29] Francisco, Carta Apostólica Scripturae sacrae affectus, no XVI centenário da morte de São
Jerónimo, 30 de setembro de 2020.
[30] Cf. Francisco, Exortação Apostólica Evangelii gaudium, n. 174.

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