Destaques


Diácono Marcio compartilha o roteiro de oração diária do mês da Bíblia.

 

 

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APRESENTAÇÃO


Vivemos um tempo complexo com inúmeras transformações em nosso cotidiano devido à pandemia do COVID-19. Muitas têm sido as iniciativas das comunidades para manter vivo o vínculo da fé e oferecer alternativas para que cada pessoa, dentro das suas possibilidades, possa viver sua espiritualidade e sentir-se fortalecida pela fé. Foi neste intuito que nasceram estes roteiros que se destinam a cada pessoa que deseja partilhar a experiência de viver o mês da Bíblia.

Todos os anos a CNBB sugere a leitura e estudo de um dos livros da Bíblia. A escolha do livro está diretamente ligada ao tema da Campanha da Fraternidade de cada ano. Em 2020, durante o período quaresmal, fomos convocados pelo tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e pelo lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34) a prepararmo-nos para a celebração do mistério pascal. Em consonância com esta proposta que colocava a vida dos mais necessitados em foco, para o mês da Bíblia a CNBB propôs o livro Deuteronômio e o lema “Abre tua mão para o teu irmão!” (Dt 15,11).

O livro do Deuteronômio exige um estudo profundo, mas permite também uma aproximação que nos coloca num processo mistagógico, de penetrar no mistério de um Deus que cuida e coordena a vida de um povo nem sempre fiel. Por isso, selecionamos alguns versículos do livro que pudessem nos ajudar a entrar nesta estrada do mistério da ação de Deus a nos guiar. Os roteiros são simples, podem ser rezados individualmente ou em família ou em grupos pastorais das redes sociais. Como a escolha do livro chama atenção para o cuidado com a vida, escolhemos acompanhar cada versículo com um pequeno texto escrito pela Igreja Católica, por vezes, de alguma encíclica, homilia ou carta.

Os roteiros são adaptáveis às necessidades ou desejos de quem se dispor a fazer essa peregrinação ao longo do mês de setembro. Por isso, a oração pode durar alguns minutos apenas, mas se expandir ao longo do dia ou da semana por meio de compromissos pessoais com a Palavra. Os refrões sugeridos podem ser modificados de acordo com músicas mais conhecidas. As preces são sempre muito livres. A proposta de aspersão com água benta foi pensada para todos os dias, mesmo para aqueles que fizerem o roteiro sozinhos ou em família. É um gesto que nos recorda a comunhão com todos os que estão sofrendo com a pandemia e os cuidados exigidos neste tempo, como o simples, mas essencial, gesto de lavar as mãos. Caso rezado em família, pode-se acrescentar a vivência da comensalidade, um pequeno lanche, por exemplo.

Que esse mês de oração nos faça mais irmãos uns dos outros e, principalmente, daqueles mais necessitados. Que a aproximação com a Bíblia nos aproxime e nos conecte na mesma fé.

01 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Em alguns instantes de silêncio, prepare seu interior para acolher esse momento de oração. (Silêncio) E traçando o sinal da cruz, adentremos no mistério de Deus: Em nome do Pai e do filho e do Espírito Santo. Amém.
Que o Deus que conduziu o povo pelo deserto, conduza-nos por suas mãos nas estradas da vida. Amém.

Refrão inicial:

Tua Palavra é lâmpada para os meus pés, Senhor!

Motivação:

Iniciamos hoje o mês da Bíblia. Neste ano a Igreja no Brasil nos sugere refletir sobre o livro do Deuteronômio. Este nome complicado significa “Segunda lei”. É um livro que apresenta três discursos atribuídos a Moisés como forma de organizar o povo na terra prometida. Vamos acolher um pequeno trecho deste livro.

Texto bíblico:

“O Senhor, vosso Deus, vos multiplicou de tal modo que sois hoje tão numerosos como as estrelas do céu. Que o Senhor, o Deus de vossos pais, vos multiplique mil vezes mais e vos abençoe como prometeu.” Dt 1,10-11

Reflexão:

O que este texto nos fala?

O que significa fazer parte do povo de Deus? Isso é um privilégio ou uma responsabilidade?

O que o texto nos faz dizer a Deus?

Ouvindo a mãe Igreja:

Num momento histórico em que a família é alvo de numerosas forças que a procuram destruir ou de qualquer modo deformar, a Igreja, sabedora de que o bem da sociedade e de si mesma está profundamente ligado ao bem da família, sente de modo mais vivo e veemente a sua missão de proclamar a todos o desígnio de Deus sobre o matrimónio e sobre a família, para lhes assegurar a plena vitalidade e promoção humana e cristã, contribuindo assim para a renovação da sociedade e do próprio Povo de Deus. (JOÃO PAULO II, Familiaris Consortio 3)

Preces:

Recordando o valor de cada pessoa, de cada vida, apresentemos a Deus os nossos pedidos. Podemos apenas dizer os nome de cada pessoa e após cada nome todos diremos:

Somos todos irmãos e irmãs, filhos do mesmo Pai, o Deus que nos protege!

Aspersão da casa com água benta:

A água benta é sinal de que Deus deseja que esta casa e todos os que nela habitam sejam protegidos pela bênção de Deus.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Deus, nosso Pai, que de Abraão e Sara fizestes surgir um povo numeroso do qual também fazemos parte; através de nossas ações multiplique a presença do bem no mundo e, iluminados pela vossa Palavra, saibamos proteger cada pessoa como nosso irmão e irmã num sentimento vivo de “povo de Deus”, teu povo. Isto vos pedimos em Jesus, nosso irmão, que nos protege na força do Espírito. Amém.

Compromisso:

Como podemos demonstrar na prática que somos do povo de Deus?

02 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Deus nos aguarda para este encontro. No silêncio, procure aquietar-se para perceber a presença daquele que nos espera pacientemente. (silêncio) E recordando nossa marca como cristãos, façamos o sinal da cruz: Em nome do Pai e do filho e do Espírito Santo. Amém.
O Deus que nos acompanha pelos momentos difíceis da vida nos dê a sua paz. Amém.

Refrão inicial:

O povo de Deus no deserto andava, mas à sua frente alguém caminhava…

Motivação:

Sair da escravidão do Egito não significou, imediatamente, viver em liberdade plena. O tempo de caminhada pelo deserto foi decisivo para se firmar a aliança com Deus. No livro do Deuteronômio o autor recorda como Moisés conduziu o povo, mas, acima de tudo, como Deus guiou Moisés e, assim, conduziu seu povo à terra prometida. Acolhamos esse versículo tão bonito.

Texto bíblico:

Porque o Senhor teu Deus te abençoou em todos os teus projetos, e velou sobre ti durante a tua marcha através desse vasto deserto. Dt 2,7

Reflexão:

Sentimos a presença de Deus nos momentos áridos de nossa vida?

Temos confiança de que Deus vela, olha constantemente, para nós?

Que projetos nós temos? Eles mostram a presença de Deus?

Ouvindo a mãe Igreja:

Até mesmo sua família ou seu local de trabalho podem ser aquele ambiente árido onde você deve manter sua fé e tentar irradiá-la. Mas “é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos voltar a descobrir a alegria de acreditar, a sua vital importância para nós, homens e mulheres. No deserto voltamos para descobrir o valor do que é essencial para viver; assim, no mundo contemporâneo, existem inúmeros sinais, muitas vezes manifestados de forma implícita ou negativa, da sede de Deus, do sentido último da vida. Em qualquer caso, nessas circunstâncias somos chamados a ser pessoas-ânforas para dar bebida aos outros. Às vezes a ânfora se transforma em cruz pesada, mas é justamente na Cruz onde, trespassado, o Senhor se deu a nós como fonte de água viva. Não nos deixemos perder a esperança! (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, Nº. 86, 2013)

Preces:

Coloquemos nas mãos de Deus os nossos sonhos e projetos. A cada pedido repetiremos:

Abençoai, Senhor, os nossos passos.

Aspersão da casa com água benta:

Diante das dificuldades a água é sempre lembrança do alívio que Deus nos concede. Que a aspersão da casa, alivie os sofrimentos de seus moradores.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Senhor, nosso Deus, que tendo conduzido o povo pelo deserto pela mão firme de Moisés, o guiou até à terra da promessa, dai-nos a graça de sempre confiar em vós, apesar de todas as dificuldades que possamos enfrentar. Acolhei sob o vosso olhar cada um de nossos projetos e concedei-nos, se forem verdadeiramente para o nosso bem, que se realizem conforme a vossa vontade. Isto vos pedimos por Jesus que enfrentou o deserto com a graça do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Como meus projetos pessoais podem colaborar com o projeto maior de Deus?

03 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A Bíblia é carta de Deus para nós. Preparando-nos para acolher a Palavra que Ele nos dirige, silenciemos o nosso ser e abramos o coração. (Silêncio) E convidando a Trindade Santa para falar conosco, iniciemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Que o Deus que falou pelos patriarcas, pelos profetas, por Jesus e pelos apóstolos, nos fale hoje. Amém.

Refrão inicial:

Eu vim para escutar tua Palavra, tua Palavra, tua Palavra de amor...

Motivação:

O livro do Deuteronômio mostra bem a ambiguidade humana. Apesar da aliança feita com Deus, muitos no povo queriam outros deuses, não aceitavam os mandamentos do Senhor. Por este motivo, o autor do texto do Deuteronômio ressalta que é preciso recordar os atos de Deus em favor do seu povo, sua predileção por Israel, mostrando que somente o Senhor é Deus forte e poderoso.

Texto bíblico:

"Senhor nosso Deus, começastes a mostrar ao vosso servo vossa grandeza e o poder de vossa mão. Qual é, nos céus ou na terra, o deus que pode igualar-se a vós em obras e grandes feitos?" Dt 3,24

Reflexão:

Quais são os falsos deuses de nossos dias? O que eles nos prometem?

Por que, apesar de tudo que Deus faz por nós, não conseguimos ser fiéis a Ele?

Em que situações do mundo de hoje podemos perceber a mão de Deus agindo?

Ouvindo a mãe Igreja:

«A palavra do Senhor criou os céus» (Sl 33/32, 6). Deste modo indica-se que o mundo procede, não do caos nem do acaso, mas duma decisão, o que o exalta ainda mais. Há uma opção livre, expressa na palavra criadora. O universo não apareceu como resultado duma omnipotência arbitrária, duma demonstração de força ou dum desejo de auto-afirmação. A criação pertence à ordem do amor. O amor de Deus é a razão fundamental de toda a criação: «Tu amas tudo quanto existe e não detestas nada do que fizeste; pois, se odiasses alguma coisa, não a terias criado» (Sab 11, 24). Então cada criatura é objecto da ternura do Pai que lhe atribui um lugar no mundo. Até a vida efémera do ser mais insignificante é objecto do seu amor e, naqueles poucos segundos de existência, Ele envolve-o com o seu carinho. Dizia São Basílio Magno que o Criador é também «a bondade sem cálculos», e Dante Alighieri falava do «amor que move o sol e as outras estrelas». Por isso, das obras criadas pode-se subir «à sua amorosa misericórdia».(PAPA FRANCISCO, Laudato Si, N. 77, 2015)

Preces:

Em união com toda a natureza apresentemos a Deus nossos pedimos. Cada um pode manifestar aquilo que necessita e diremos:

Confiamos no Senhor, pois Dele é o céu e o mar, e tudo o que existe.

Aspersão da casa com água benta:

Marquemos nossa casa com o sinal da proteção do Senhor. E Ele, que de tudo cuida, nos proteja.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Acolhei benignamente, Senhor, os dons e as preces do vosso povo e convertei a Vós os nossos corações. Por Cristo, Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém

Compromisso:

Como posso manifestar, em um gesto concreto, minha confiança em Deus?

04 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Deus nos fala de diversas maneiras, mas, de modo especial, quis nos falar por sua Palavra. Silenciando nossas palavras preparemo-nos para escutar a Palavra que nos Salva. (Silêncio) E confiantes iniciemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Que o Deus, que nos comunica seu amor na pessoa de Jesus, nos fale hoje. Amém.

Refrão inicial:

Vamos receber a Palavra de Deus, vamos receber a Palavra de Deus...

Motivação:

O Deuteronômio é o livro onde se proclama a Lei de Deus. Essa Lei vem para confirmar o povo na liberdade. Não é uma lei para oprimir ou explorar, pois Deus retirou o povo da escravidão do Egito para conceder uma vida nova.

Texto bíblico:

"Então procurarás o Senhor, teu Deus, e o encontrarás, contanto que o busques de todo o teu coração e de toda a tua alma." Dt 4,29

Reflexão:

Como Deus se deixa encontrar? Que exigências Ele nos faz?

Buscar a Deus de todo o coração e de toda a alma… Temos buscado a Deus com a totalidade de nossa vida?

Quem busca a Deus, busca também os irmãos… Temos nos encontrado com Deus na pessoa do próximo?

Ouvindo a mãe Igreja:

Dado que não se pode conceber Cristo sem o Reino que Ele veio trazer, também a tua missão é inseparável da construção do Reino: «procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça» (Mt 6, 33). A tua identificação com Cristo e os seus desígnios requer o compromisso de construíres, com Ele, este Reino de amor, justiça e paz para todos. O próprio Cristo quer vivê-lo contigo em todos os esforços ou renúncias que isso implique e também nas alegrias e na fecundidade que te proporcione. Por isso, não te santificarás sem te entregares de corpo e alma, dando o melhor de ti neste compromisso. Não é saudável amar o silêncio e esquivar o encontro com o outro, desejar o repouso e rejeitar a atividade, buscar a oração e menosprezar o serviço. Tudo pode ser recebido e integrado como parte da própria vida neste mundo, entrando a fazer parte do caminho de santificação. Somos chamados a viver a contemplação mesmo no meio da ação, e santificamo-nos no exercício responsável e generoso da nossa missão. (PAPA FRANCISCO, Gaudete et Exsultate, N. 25-26)

Preces:

Somos colabores na construção do Reino de Deus. Falemos ao coração de Deus sobre nossas necessidades e de nossos irmãos e irmãs. Após as invocações, diremos: “Venha a nós o vosso Reino!”

Aspersão da casa com água benta:

Deus não quis habitar em palácios, mas nas moradias simples. Que esta bênção da casa seja conforto por sabermos que aqui habita o Rei que nos ama e protege.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Deus eterno e omnipotente, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade; e para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que mandais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Como posso testemunhar minha busca por Deus ao buscar os irmãos necessitados?

05 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

É preciso vigiar sempre para não nos equivocarmos no caminho. A Bíblia é como uma bússola a nos orientar, a nos guiar. Fiquemos atentos para acolher essa orientação. (Silêncio) E dispostos a seguir o que Bíblia nos ensina, afirmamos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Que o Deus que guiou o povo pelo deserto pela palavra de Moisés, nos guie por seu filho Jesus. Amém.

Refrão inicial:

Tu és Senhor o meu pastor, por isso nada em minha vida faltará!

Motivação:

Caminhar, tanto no sentido físico quanto no seu sentido espiritual, é uma marca do livro do Deuteronômio. Mas não é qualquer caminhar, é o caminhar retamente nos caminhos de Deus. Por isso, como se fossem placas pelo caminho a nos indicar a direção correta, os mandamentos de Deus têm por objetivo nos guiar nessa estrada.

Texto bíblico:

"Observai, pois, todas as ordens do Senhor, vosso Deus; não vos aparteis delas nem para a direita nem para a esquerda." Dt 5,32

Reflexão:

Temos caminhado com retidão nos caminhos de Deus?

Quais são os desvios no caminho que tentam nos afastar da proposta de Deus?

A proposta de Deus no livro do Deuteronômio é comunitária. Como posso colaborar para minha comunidade andar nos caminhos do Senhor?

Ouvindo a mãe Igreja:

As sucessivas crises econômicas devem levar a repensar adequadamente os modelos de desenvolvimento econômico e a mudar os estilos de vida. A crise actual, com pesadas consequências na vida das pessoas, pode ser também uma ocasião propícia para recuperar as virtudes da prudência, temperança, justiça e fortaleza. Elas podem ajudar-nos a superar os momentos difíceis e a redescobrir os laços fraternos que nos unem uns aos outros, com a confiança profunda de que o homem tem necessidade e é capaz de algo mais do que a maximização do próprio lucro individual. As referidas virtudes são necessárias sobretudo para construir e manter uma sociedade à medida da dignidade humana. (PAPA FRANCISCO, XLVII Dia Mundial da Paz, N. 6, 2014)

Preces:

Uma sociedade que segue a Deus não aceita a prática da injustiça. Apresentemos a Deus algumas situações de injustiça e peçamos a Ele o seu apoio para superá-las: “Senhor, dai-nos a vossa justiça!”

Aspersão da casa com água benta:

No espaço em que residimos podemos expressar se seguimos ou não pelos caminhos do Senhor. Numa disposição a entrar na retidão de sua estrada, asperjamos a nossa casa.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Convertei a Vós, Pai eterno, os nossos corações, para que, buscando o único bem necessário e praticando as obras de caridade, nos consagremos inteiramente ao louvor da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

O que precisamos mudar na direção de nossas vidas? Pense em algo bem concreto e passível de

modificação.

06 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A Bíblia é uma grande catequese. Por ela, Deus como um Pai, nos educa. (Silêncio) Como crianças desejosas por aprender, coloquemo-nos na presença de Deus: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Que o Deus que sempre nos ensina o que é melhor para nós, neste dia, renove em nosso coração a sua graça. Amém.

Refrão inicial:

É como a chuva que lava, é como fogo que abrasa, tua palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal.

Motivação:

No livro do Deuteronômio se narra a intenção de Deus de formar o povo segundo os seus mandamentos. Para que isso acontecesse se fazia necessário que as gerações mais velhas introduzissem as mais novas no conhecimento dos mandamentos. A imagem da tatuagem no coração é muito forte....

Texto bíblico:

"Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração. Tu os inculcarás a teus filhos e deles falarás, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares." Dt 6,6-7

Reflexão:

Quem foram as pessoas que introduziram você na fé?

Como você fala para os outros acerca da vivência da fé? Sua fala os ajuda a se aproximar de Deus?

Como suas ações podem colaborar para que os mais novos aprendam o caminho de Deus?

Ouvindo a mãe Igreja:

Então é essencial que o homem reconheça a evidência primordial da sua condição de criatura que recebe de Deus o ser e a vida como dom e tarefa: só admitindo esta inata dependência no seu ser, pode o homem realizar em plenitude a vida e a liberdade própria e, simultaneamente, respeitar em toda a sua profundidade a vida e a liberdade alheia. É sobretudo aqui que se manifesta como, « no centro de cada cultura, está o comportamento que o homem assume diante do mistério maior: o mistério de Deus ». Quando se nega Deus e se vive como se Ele não existisse ou de qualquer modo não se tem em conta os seus mandamentos, então facilmente se acaba por negar ou comprometer também a dignidade da pessoa humana e a inviolabilidade da sua vida. (JOÃO PAULO II, Evangelium Vitae, N. 96, 1995)

Preces:

Hoje queremos colocar na presença de Deus aqueles que desejamos instruir na fé. Após cada nome de pessoa ou situações, diremos: “Gravai em nosso coração, Senhor, o vosso amor!”

Aspersão da casa com água benta:

A casa é como se fosse também o coração de nossa família. Ao lançarmos a água benta em nossa casa, nós queremos que este nosso coração tenha as marcas de Deus.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

O que posso fazer hoje que demonstre que os mandamentos de Deus estão gravadosem meu coração?
07 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Na Bíblia podemos ver o quanto Deus é misericordioso para com nossa humanidade. Seu desejo é sempre de salvar, mesmo quando fazemos o contrário de sua vontade. (Silêncio) Com gratidão, mergulhemos nesse Deus: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Que o Deus que protege e ama até as últimas consequências nos ajude a nos doarmos uns aos outros.

Amém.

Refrão inicial:

Feliz o homem que ama o Senhor e segue os seus mandamentos. O seu coração é repleto de amor, Deus mesmo é seu alimento.

Motivação:

A palavra “aliança” aparece 27 vezes no livro do Deuteronômio. Essa repetição mostra o quanto havia persistência do povo em ser infiel, apesar de todo amor que Deus dedicara para com ele. Toda vez que o povo era infiel as consequências foram trágicas para o povo. Distanciar-se de Deus ou traí-lo é, certamente, ocasião que acarreta o mal para nós ou para os outros.

Texto bíblico:

"Reconhece, pois, que o Senhor, teu Deus, é verdadeiramente Deus, um Deus fiel, que guarda a sua aliança e a sua misericórdia até a milésima geração para com aqueles que o amam e observam os seus mandamentos" Dt 7,9

Reflexão:

Quais as consequências de minhas infidelidades? São consequências apenas pessoais?

Em que momentos sentimos a fidelidade de Deus?

Quais têm sido nossas respostas ao amor de Deus para conosco?

Ouvindo a mãe Igreja:

Sim! O homem é um bem comum: bem comum da família e da humanidade, dos diversos grupos e das múltiplas estruturas sociais. Mas há que fazer uma significativa distinção de grau e modalidade: o homem é bem comum, por exemplo, da Nação a que pertence, ou do Estado de que é cidadão; mas, é-o de um modo muito mais concreto, único e irrepetível para a sua família; é-o não apenas enquanto indivíduo que faz parte da multidão humana, mas ainda como «este homem». Deus Criador chama-o à existência «por si mesmo»: e ao vir ao mundo, o homem começa na família a sua «grande aventura», a aventura da vida. «Este homem» tem, em qualquer caso, direito à própria afirmação por causa da sua dignidade humana. Precisamente esta dignidade é que estabelece o lugar da pessoa no meio dos homens, e antes de mais na família. Efectivamente, esta, mais do que qualquer outra realidade social, é o ambiente onde o homem pode existir «por si mesmo», mediante o dom sincero de si. Por isso, a família permanece uma instituição social que não se pode nem deve substituir: é «o santuário da vida». (JOÃO PAULO II, Gratissimam Sane, 1994)

Preces:

Peçamos hoje que Deus perdoe nossas infidelidades. Apresentemos a ele as faltas de nossa humanidade, não somente as nossas pessoais, e após cada pedido diremos: “Senhor, em vossa misericórdia perdoai o vosso povo!”

Aspersão da casa com água benta:

A água benta recorda nosso batismo e simboliza o perdão que nos renova, regenera. Ao aspergimos esta casa e a nós também, sejamos todos transformados.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Que ação nossa pode externar para o mundo a misericórdia de Deus?

08 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Quantas vezes nos reconhecemos fracos, limitados, fragilizados. (Silêncio) A Palavra de Deus, na força da Santíssima Trindade, nos encoraja, nos entusiasma e nos fortalece: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Que o Deus que acolhe o clamor dos fracos nos atenda neste dia. Amém.

Refrão inicial:

Te amarei, Senhor, Te amarei, Senhor! Eu só encontro a paz e a alegria junto de ti!

Motivação:

No livro do Deuteronômio há uma grande preocupação em alertar sobre a presunção humana de achar-se forte/grande/poderosa o suficiente e desejar dominar os outros. Assim, ao nos recordar que Deus é quem nos dá força e que tudo o que realizamos só o fizemos com o auxílio Dele, o autor bíblico nos mostra a necessidade de constantemente reconhecer a ação de Deus em nós.

Texto bíblico:

"Não digas no teu coração: ‘A minha força e o vigor do meu braço adquiriram-me todos esses bens’. Lembra-te de que é o Senhor, teu Deus, quem te dá a força para adquiri-los, a fim de confirmar, como o faz hoje, a aliança que jurou a teus pais." Dt 8,17-18

Reflexão:

Reconhecemos a ação de Deus nas nossas conquistas?

Existe em nós a mesma presunção presente no povo de Deus de que eram melhores que os outros?

O olhar para o passado e perceber como Deus operou em cada momento nos ajuda a compreender o presente?

Temos verdadeira consciência de que somos criados à imagem e semelhança de Deus, nosso Criador?

Ouvindo a mãe Igreja:

Não podemos defender uma espiritualidade que esqueça Deus todo-poderoso e criador. Neste caso, acabaríamos por adorar outros poderes do mundo, ou colocar-nos-íamos no lugar do Senhor chegando à pretensão de espezinhar sem limites a realidade criada por Ele. A melhor maneira de colocar o ser humano no seu lugar e acabar com a sua pretensão de ser dominador absoluto da terra, é voltar a propor a figura de um Pai criador e único dono do mundo; caso contrário, o ser humano tenderá sempre a querer impor à realidade as suas próprias leis e interesses. (PAPA FRANCISCO, Laudato Si, N. 75, 2015)

Preces:

Na presença de Deus coloquemos nossos propósitos, projetos, desejos. Não os conquistaremos por nós mesmos, mas com o auxílio do Senhor. Por isso, diremos: “Em vós, nosso Deus, se encontra a nossa força!”

Aspersão da casa com água benta:

Aspergir a casa com água benta é sinalizar que sabemo-nos pequenos, carentes da proteção de Deus, desejosos por recebê-lo como nosso hóspede e companheiro.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Senhor, Pai santo, que amais a inocência e a restituís aos que a perderam, dirigi para Vós os corações dos vossos servos pelo fervor do Espírito Santo, para que sejam firmes na fé e eficientes nas boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Que ação pessoal ou comunitária que farei hoje que carece da força de Deus para ser bem executada?

09 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Somos pessoas boas, mas temos nossas contradições. Às vezes, fazemos o mal que não gostaríamos… (Silêncio) Sentindo-nos na presença de Deus, iniciemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Que o Deus que sempre nos acolhe como nós somos, nos receba em seu coração misericordioso. Amém.

Refrão inicial:

Senhor quem entrará no santuário pra te louvar...

Motivação:

Segundo o livro do Deuteronômio, faz parte da caminhada reconhecer-se como povo pecador. Mas, justamente, porque Deus é misericórdia, o povo recorda a aliança e pede a Deus que volva seu olhar, novamente acolhendo quem fracassou. Por vezes, parece que Deus é vingativo, mas a ênfase do Deuteronômio é mostrar sua misericórdia e o quanto o povo necessita de leis para ajudá-lo a viver conforme a vontade de Deus.

Texto bíblico:

"Não olheis para a dureza desse povo, para sua maldade e seu pecado!" Dt 9,27b

Reflexão:

Qual a nossa maior virtude, dom ou talento?

Quando olhamos para nossa comunidade, quais as suas maiores qualidades?

Como podemos aprender com Deus a olhar mais para as virtudes que para os pecados?

Olhar como Deus olha, agir como ele, tem impactos no mundo?

Ouvindo a mãe Igreja:

A idolatria não oferece um caminho, mas uma multiplicidade de caminhos, que não conduzem a uma determinada meta e antes formam um labirinto. Quem não quer se entregar a Deus, escuta as vozes dos numerosos ídolos que lhe clamam: "Confia em mim!". A fé, ligada à conversão, é o oposto da idolatria; é a separação dos ídolos para retornar ao Deus vivo, através de uma reunião pessoal. Acreditar significa confiar-se a um amor misericordioso que sempre acolhe e perdoa, que sustenta e orienta a existência, que se mostra poderoso na capacidade de endireitar as distorções da nossa história. A fé consiste na vontade de se deixar transformar continuamente pelo chamado de Deus.Este é o paradoxo: voltando-se continuamente para o Senhor, o homem encontra um caminho estável que o liberta do movimento dispersivo a que os ídolos o sujeitam. (PAPA FRANCISCO, Lumen Fidei, N. 13, 2015)

Preces:

Como se fosse uma pequena ladainha, recordemos dos ídolos que tentam nos desviar de Deus e após cada fala digamos: “Livrai-nos deste mal, Senhor!”

Aspersão da casa com água benta:

Conforme a tradição católica lançar a água benta sobre as pessoas ou local é uma forma de mostrar que aquela pessoa ou local pertence a Deus.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Deus eterno e omnipotente, que na Páscoa da nova aliança oferecestes aos homens o dom da reconciliação e da paz, fazei que realizemos na vida o que celebramos na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Hoje, que ídolo eu vou retirar de minha vida para que Deus ocupe o centro de meu coração?

10 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

O encontro com Deus é sempre encontro com os irmãos. (silêncio) Na certeza de que vivemos nossa fé em comunidade, mesmo quando não podemos estar fisicamente juntos, iniciemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Que o Deus que se revelou no homem Jesus, nos ajude a vê-lo em cada pessoa. Amém.

Refrão inicial:

Eu vim para que todos tenham vida! Que todos tenham vida plenamente!

Motivação:

Quando o povo tomou posse da terra foi necessário estabelecer um código legal que organizasse a vida. Diferente dos povos vizinhos, o Deuteronômio nos mostra que havia uma preocupação em se cuidar dos mais fragilizados. Nas figuras do órfão, da viúva e do estrangeiro estão sintetizadas as grandes necessidades humanas.

Texto bíblico:

"Ele faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, ao qual dá alimento e vestuário. Também vós, amai o estrangeiro, porque fostes estrangeiros no Egito." Dt 10,18-19

Reflexão:

Quais são hoje os órfãos, viúvas e estrangeiros que necessitam de nossa ajuda?

Como temos trabalhado em nós a capacidade de reconhecer Deus nos mais empobrecidos?

Somos todos peregrinos neste mundo, a quem podemos dar nossa mão para que a jornada seja mais leve?

Ouvindo a mãe Igreja:

A família alargada deveria acolher, com tanto amor, as mães solteiras, as crianças sem pais, as mulheres abandonadas que devem continuar a educação dos seus filhos, as pessoas deficientes que requerem muito carinho e proximidade, os jovens que lutam contra uma dependência, as pessoas solteiras, separadas ou viúvas que sofrem a solidão, os idosos e os doentes que não recebem o apoio dos seus filhos, até incluir no seio dela «mesmo os mais desastrados nos comportamentos da sua vida». E pode também ajudar a compensar as fragilidades dos pais, ou a descobrir e denunciar a tempo possíveis situações de violência ou mesmo de abuso sofridas pelas crianças, dando-lhes um amor sadio e um sustentáculo familiar, quando os seus pais não o podem assegurar. (PAPA FRANCISCO, Amoris Laetitia, N. 197, 2016)

Preces:

Deus não se esquece dos mais pobres e nos pede que, também nós, não nos esqueçamos deles em nossas ações. Recordando os rostos pobres que pedem nosso auxílio digamos após cada menção: “Que eu vos reconheça, Senhor, norosto dos pobres!”

Aspersão da casa com água benta:

Que com essa aspersão Deus desperte em nós o desejo de ir ao seu encontro e de recebê-lo em nosso casa.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Senhor, fazei-nos viver a cada instante no temor e no amor do vosso Santo nome, porque nunca a vossa providência abandona aqueles que formais solidamente no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

O que de concreto posso fazer hoje por alguém mais necessitado?

11 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A Bíblia abre nossos olhos para percebermos o mundo com nova luz. (Silêncio) No desejo de deixar-se iluminar por Deus o acolhamos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Que o Deus da luz, que nos retira da escravidão do pecado, purifique nossos olhos. Amém.

Refrão inicial:

Sim eu quero que a luz de Deus que um dia em mim brilhou, jamais se esconda e não apague em mim o seu fulgor.

Motivação:

O livro do Deuteronômio valoriza muito a memória do passado e faz isso como convite perceber no cotidiano as obras de Deus. Nem todos do povo conseguiam reconhecer o jeito misterioso de Deus agir, fazia-se necessário recordar sempre e aí a família cumpre papel importante.

Texto bíblico:

"Os vossos filhos viram todas as obras que o Senhor fez." Dt, 11, 7

Reflexão:

Em nossa família partilhamos nossa experiência de fé?

Como acolhemos os ensinamentos de Deus que os outros nos transmitem?

Tenho a humildade e o desejo de um aluno que se deixa guiar pela mão do mestre?

Ouvindo a mãe Igreja:

A Bíblia também considera a família como sede da catequese dos filhos. Portanto, a família é o lugar onde os pais se tornam os primeiros mestres da fé para seus filhos. É uma tarefa "artesanal", de pessoa para pessoa. Assim, as diferentes gerações cantarão o seu cântico ao Senhor, «os jovens e as moças, os velhos com os filhos» ( Sl 148,12). Os pais têm o dever de cumprir sua missão educacional com seriedade, como os estudiosos da Bíblia freqüentemente ensinam (cf. Pr 3,11-12; 6,20-22; 13,1; 29,17). Os filhos são chamados a acatar e praticar o mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe” ( Ex 20:12), onde o verbo “honrar” indica o cumprimento dos compromissos familiares e sociais em sua plenitude. O Evangelho também nos lembra que os filhos não são propriedade da família, mas têm seu próprio caminho de vida pela frente. (PAPA FRANCISCO, Amoris Laetitia, N. 16-18, 2016)

Preces:

Vamos enumerar as obras de Deus. Após cada recordação de uma obra de Deus, digamos: “Bendito seja Deus, bendito seja o seu santo nome!”

Aspersão da casa com água benta:

Abençoar a casa é abençoar as relações que se dão dentro da casa. Por isso, para que a luz de Deus penetre e habite neste lar, nós renovamos esse gesto de fé.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

O que posso melhorar na minha relação com minha família?

12 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A comida, os banquetes, a alimentação estão sempre presentes na Bíblia, mas podemos dizer que ela é também nosso alimento. (Silêncio) Com o desejo de saciar nossa fome de Deus, invoquemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Que o Deus,que mandou do céu o maná e nos deu Jesus como pão da vida, seja nos alimente com sua Palavra. Amém.

Refrão inicial:

O pão da vida a comunhão nos une a Cristo e aos irmãos...

Motivação:

O Deuteronômio estabelece regras sobre o trabalho, sobre o cultivo das sementes, sobre o cotidiano. Ele ordena, organiza a vida do povo. E as refeições não escapam disso. Nelas o povo é chamado a partilhar o que tiver produzido, não deixando ninguém com fome. A comida é o elemento que iguala a todos. E somente na partilha sincera do alimento que podemos reconhecer a contribuição de Deus no que adquirimos.

Texto bíblico:

"Comerás essas coisas diante do Senhor, teu Deus, tu, teu filho, tua filha, teu servo e tua serva, assim como o levita que se encontrar dentro dos teus muros, alegrando-te na em presença do Senhor, por todos os bens que tuas mãos tiverem adquirido." Dt 12,18

Reflexão:

Ao fazermos nossas refeições diárias, reconhecemos as desigualdades de nosso mundo?

Manifestamos gratidão a Deus pelos bens que recebemos?

Que desperdícios ainda fazemos que contradizem o necessário reconhecimento do dom de Deus na nossa alimentação?

Qual o clima das nossas refeições? Sente-se nele a alegria da presença de Deus?

Ouvindo a mãe Igreja:

Sabemos que, no Novo Testamento, se fala da «igreja que se reúne em casa» (cf. 1Cor 16, 19; Rm 16, 5; Col 4, 15; Flm 2). O espaço vital duma família podia transformar-se em igreja doméstica, em local da Eucaristia, da presença de Cristo sentado à mesma mesa. Inesquecível é a cena descrita no Apocalipse: «Olha que Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo» (3,20). Esboça-se assim uma casa que abriga no seu interior a presença de Deus, a oração comum e, por conseguinte, a bênção do Senhor. Isto mesmo se afirma no Salmo 128, que nos serviu de base: «Assim vai ser abençoado o homem que obedece ao Senhor. O Senhor te abençoe do monte Sião!» (vv. 4-5). (PAPA FRANCISCO, Amoris Laetitia, N. 15, 2016)

Preces:

Agradeçamos por todos os alimentos que chegam até nós, por todos que trabalham para possamos nos alimentar. Após cada recordação, falaremos: “Obrigado, Senhor!”

Aspersão da casa com água benta:

Quem somos nós para vivermos sem água. Ela está presente em tudo e Deus a escolheu como sinal de sua proteção para conosco. Ao abençoar nossa casa, Deus abençoe também nossas refeições.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Vinde visitar-nos, Senhor. Acolhemo-Vos nos nossos corações, nas nossas famílias, na nossa cidade. Obrigado porque nos preparais o alimento da vida e um lugar no vosso Reino. Tornai-nos preparadores ativos, portadores jubilosos de Vós que sois a vida, para levar fraternidade, justiça e paz pelas nossas estradas. Amém.

Compromisso:

Que alimento podemos hoje doar a uma pessoa necessitada?

13 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Quantas vezes oscilamos na nossa fé, sentimo-nos baqueados. Na Bíblia vários personagens nos mostram essa realidade humana de sentir-se angustiado, provado até pelo próprio Deus. (Silêncio) Recordando desses momentos invoquemos o Deus no qual nós nos movemos, existimos e somos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Refrão inicial:

Se as águas do mar da vida quiserem te afogar, segura na mão de Deus e vai.

Motivação:

Ao longo da constituição do povo de Deus como nação um questionamento era frequente: por quê passamos por dificuldades e provações? O autor do Deuteronômio, recolhendo a sabedoria de seu povo e fiel a uma tradição interpretativa, faz recordar a aliança feita com Deus e sugere que as provações não podem ser compreendidas em outro contexto a não ser aquele do amor que fez Deus eleger seu povo.

Texto bíblico:

"O Senhor, vosso Deus, vos põe à prova para ver se o amais de todo o vosso coração e de toda a vossa alma." Dt 13,4

Reflexão:

Sentimos a presença de Deus nos momentos em que passamos por dificuldades e provações?

Aceitamos que os sofrimentos fazem parte de um mistério maior?

Reconhecemos os dons que mesmo no sofrimento o Senhor nos ajuda a colher?

Ouvindo a mãe Igreja:

Uma vez que somos feitos para amar, sabemos que não há maior alegria do que partilhar um bem: «Dá e recebe, e alegra a tua vida» (Sir 14, 16). As alegrias mais intensas da vida surgem, quando se pode provocar a felicidade dos outros, numa antecipação do Céu. Por outro lado, a alegria renova-se no sofrimento. Como dizia Santo Agostinho, «quanto mais grave foi o perigo no combate, tanto maior é o gozo no triunfo». Depois de ter sofrido e lutado unidos, os cônjuges podem experimentar que valeu a pena, porque conseguiram algo de bom, aprenderam alguma coisa juntos ou podem apreciar melhor o que têm. Poucas alegrias humanas são tão profundas e festivas como quando duas pessoas que se amam conquistaram, conjuntamente, algo que lhes custou um grande esforço compartilhado. (PAPA FRANCISCO, Amoris Laetitia, N. 129-130, 2016)

Preces:

Apresentemos a Deus nossas tribulações. Não há nada que aconteça sem que Ele possa dar um sentido verdadeiro e que nos conduza à salvação. A cada recordação digamos: Dai-nos a serenidade de vosso amor!

Aspersão da casa com água benta:

“Quem ama, cuida.” Essa frase tão conhecida pode ser hoje recordada. A bênção da casa é mais um sinal de um Deus que cuida de nós e nos protege.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Senhor nosso Deus, que, pela ressurreição de Cristo nos regenerais para a vida eterna, fortalecei em nós a fé e a esperança, para que nunca duvidemos do cumprimento das vossas promessas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

O que posso fazer hoje para aliviar o sofrimento de alguém?

14 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Saber-se de Deus é desejar estar com Ele. A Bíblia é uma das maneiras que Ele escolheu para estar conosco. (Silêncio) Com o coração desejoso por esse encontro invoquemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
O Deus que é pródigo em nos saciar de bens, nos ajude a sermos generosos com os irmãos. Amém.

Refrão inicial:

Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas.

Motivação:

O livro do Deuteronômio estipula o dízimo de tudo o que foi colhido. Entregar essa parte para Deus significa proclamar que tudo o que foi alcançado só foi possível pela graça do próprio Deus. O dízimo não era uma dívida, mas um reconhecimento e sinal de adesão a um projeto onde não houvesse mais necessitados.

Texto bíblico:

"Porás à parte o dízimo de todo fruto de tuas semeaduras, de tudo o que o teu campo produzir cada ano" Dt 14,22

Reflexão:

Sabemos reconhecer diariamente a parcela de participação de Deus em tudo que conquistamos?

Doar o dízimo é manifestar confiança em Deus? Acreditamos nessa proposta enquanto comunidade?

O dízimo tem uma dimensão social essencial. Como a compreendemos?

Ouvindo a mãe Igreja:

Sob o impulso do Espírito, o núcleo familiar não só acolhe a vida gerando-a no próprio seio, mas abre-se também, sai de si para derramar o seu bem nos outros, para cuidar deles e procurar a sua felicidade. Esta abertura exprime-se particularmente na hospitalidade, que a Palavra de Deus encoraja de forma sugestiva: «Não vos esqueçais da hospitalidade, pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos» (Heb 13,2). Quando a família acolhe e sai ao encontro dos outros, especialmente dos pobres e abandonados, é «símbolo, testemunho, participação da maternidade da Igreja». Na realidade, o amor social, reflexo da Trindade, é o que unifica o sentido espiritual da família e a sua missão fora de si mesma, porque torna presente o querigma com todas as suas exigências comunitárias. A família vive a sua espiritualidade própria, sendo ao mesmo tempo uma igreja doméstica e uma célula viva para transformar o mundo. (PAPA FRANCISCO, Amoris Laetitia, N. 324, 2016)

Preces:

Recordando de todos os necessitados, apresentemos a Deus nossas preces. Diremos: “Ó Pai, ensina-nos a abrir as mãos para compartilhar o pão!”

Aspersão da casa com água benta:

Para muitas pessoas ter uma moradia é uma das maiores conquistas da vida. Agradecendo ao Senhor por nossa casa, queremos abençoá-la, sabendo que é Deus mesmo quem a construiu.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Como posso colaborar com os trabalhos sociais de minha comunidade?

15 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A Bíblia nos ensina que Deus é Criador e Senhor de tudo. É a Ele que tudo pertence. Em silêncio recorde de tudo o que Deus permitiu que você possuísse. (Silêncio) E cientes de que pertencemos a Ele, o aclamemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
O Deus criador, que nos fez do pó para conhecer sua glória eterna em Jesus, nos revigore hoje. Amém.

Refrão inicial:

Entre nós está e não o conhecemos. Entre nós está e nós o desprezamos.

Motivação:

A bênção de Deus não é um privilégio particular que permita exclusão dos outros. Uma grande preocupação perpassa o livro do Deuteronômio: num povo escolhido por Deus não podem existir necessitados. O que Deus concede a um é também para que partilhe com os mais pobres. Mas, mais que isso, a lei do jubileu, do ano santo, mostra que era preciso perdoar dívidas, libertar escravos, para que não existissem mais pobres.

Texto bíblico:

"Não deverá haver pobres no meio de ti, porque o Senhor, teu Deus, te abençoará certamente na terra que te dá como posse hereditária." Dt. 15,4

Reflexão:

Reconhecemos que temos mais do que necessitamos?

Conseguimos perceber a incoerência presente em nossas comunidades quando existem pobres em nosso meio?

Temos nos mobilizado para diminuir o sofrimento dos mais pobres?

Ouvindo a mãe Igreja:

Nem todos são chamados a trabalhar de forma directa na política, mas no seio da sociedade floresce uma variedade inumerável de associações que intervêm em prol do bem comum, defendendo o meio ambiente natural e urbano. Por exemplo, preocupam-se com um lugar público (um edifício, uma fonte, um monumento abandonado, uma paisagem, uma praça) para proteger, sanar, melhorar ou embelezar algo que é de todos. Ao seu redor, desenvolvem-se ou recuperam-se vínculos, fazendo surgir um novo tecido social local. Assim, uma comunidade liberta-se da indiferença consumista. Isto significa também cultivar uma identidade comum, uma história que se conserva e transmite. Desta forma cuida-se do mundo e da qualidade de vida dos mais pobres, com um sentido de solidariedade que é, ao mesmo tempo, consciência de habitar numa casa comum que Deus nos confiou. Estas acções comunitárias, quando exprimem um amor que se doa, podem transformar-se em experiências espirituais intensas. (PAPA FRANCISCO, Laudato Si, N. 232, 2015)

Preces:

Apresentemos a Deus nossos pedidos por aqueles mais necessitados que nós. A cada prece diremos:

“Fazei-nos irmãos solidários!”

Aspersão da casa com água benta:

A água, bem tão simples, mas tão importante, falta, às vezes, na moradia de milhares. Que a benção desta casa alcance também tantos irmãos e irmãos que não acesso a água.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Deus, protector dos que em Vós esperam, sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo

Compromisso:

Como povo de Deus, o que posso fazer para que não haja pobres entre nós?

16 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A Bíblia nos mostra como a injustiça está presente em nossa história. Recorda-nos que Deus é justo e não aceita o mal, por isso foi capaz de nos doar seu Filho. (Silêncio) Acolhendo esse amor que nos livra da injustiça, iniciemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
O Deus de toda justiça que vence o mal com o amor, nos dê hoje um coração honesto, justo e bom. Amém.

Refrão inicial:

Buscai primeiro o Reino dos Céus e a sua justiça e tudo o mais lhe será acrescentado.

Motivação:

O livro do Deuteronômio quer nos mostrar que sem justiça nenhum povo prospera. Mas não é apenas aquela justiça da lei, pois existem leis que podem ser injustas. A justiça que faz de um povo uma nação do Senhor é a justiça que trata a todos com igual respeito, que preserva a vida de todos, independente da condição social, a justiça que não se deixa comprar. A justiça de Deus é o verdadeiro amor ao próximo.

Texto bíblico:

"Não farás curvar a justiça, e não farás distinção de pessoas." Dt 16,19

Reflexão:

Nossa justiça faz curvas? Faz distinção de pessoas?

Como podemos aprender com o livro do Deuteronômio a retidão da justiça de Deus?

É possível ser cristão e agir injustamente? Deus concorda com essa atitude?

Ouvindo a mãe Igreja:

A paz é, finalmente, fruto do amor (GS 78), expressão de uma real fraternidade entre os homens. Fraternidade trazida por Cristo, príncipe da paz, ao reconciliar todos os homens com o Pai. A solidariedade humana não pode ser realizada senão em Cristo, que dá a paz que o mundo não pode dar (of. Jo 14,27). O amor é a alma da justiça. O cristão que trabalha pela justiça social deve cultivar sempre a paz e o amor em seu coração. A paz com Deus é o fundamento último da paz interior e da paz social. . . Por isso mesmo, onde a paz social não existe, onde há injustiças, desigualdades sociais, políticas, econômicas e culturais, rejeita-se o dom da paz do Senhor; mais ainda, rejeita-se o próprio Senhor (Ml 25,31-46). (MEDELLIN, 1968)

Preces:

Apresentando a Deus aqueles que, geralmente, são discriminados pela justiça deste mundo, digamos: “Que se cumpra a justiça de Deus no coração da humanidade!”

Aspersão da casa com água benta:

Lavar as mãos virou ato comum neste tempo de pandemia. “Lavar as mãos” também é símbolo de se isentar de fazer a justiça. Para o cristão, a água benta quer lavar não só o exterior, mas sim o interior, o coração, lugar onde deve habitar a justiça de Deus.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Em que posso agir com mais justiça divina no meu cotidiano?

17 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Um dos grandes ensinamentos da Bíblia é que somos todos feitos de pó, mas somos todos irmãos nessa carne frágil de nossa humanidade. (silêncio) Acolhendo a presença do Deus que do pó nos conduz à eternidade, clamemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Deus, Pai Criador, renovai em nosso coração o desejo de sermos verdadeiramente irmãos. Amém.

Refrão inicial:

Renova-me Senhor Jesus, já não quero ser igual...

Motivação:

Para a comunidade que nos transmitiu o livro do Deuteronômio, a justiça não é algo apenas da cabeça ou do conhecimento, a justiça nasce do coração. De um coração que se sente irmão do próximo, de modo especial, daquele necessitado. É do nosso coração que nascem o desejo de fazer o bem ou o mal. Se o coração estiver assinalado com a lei de Deus só poderá desejar o bem.

Texto bíblico:

"Não se elevará o seu coração acima de seus irmãos, e ele não se apartará da lei, nem para um lado nem para outro" Dt 17,20

Reflexão:

Apesar de vivermos nossa fé, temos nos afastado de Deus pela forma como tratamos o próximo?

Que atitudes presentes em nossa vida, família, comunidade, contradizem a lei de Deus gravada em nosso coração?

É o orgulho, o achar-se melhor que os outros, que nos faz desejar humilhar o irmão. Como podemos vigiar essa pretensão tão humana de superioridade?

Ouvindo a mãe Igreja:

«Aos pais cabe preparar, no seio da família, os filhos para conhecerem o amor de Deus para com todos os homens; ensinar-lhes, gradativamente, sobretudo pelo exemplo, a solicitude pelas necessidades materiais e espirituais do próximo» (AAEE), e assim a família cumprirá sua missão e promoverá a justiça e demais boas obras a serviço de todos os irmãos que padecem necessidade (AA) . Por isso, «o bem-estar da pessoa e da sociedade humana está ligado estreitamente a uma situação favorável da comunidade conjugal e familiar» (GS 47), pois ela é um fator importantíssimo no desenvolvimento. (MEDELLIN, 1968)

Preces:

Lembrando dos irmãos que sofrem mais exclusão em nossa sociedade, digamos: “Somos todos irmãos, filhos do mesmo Deus, único Senhor!”

Aspersão da casa com água benta:

Banhar-se nas águas de Deus é deixar-se renovar como pessoa e colocar-se na condição de pequenez restaurada pelo amor. Que esta água umedeça o nosso coração ressequido, renovando nele a Lei de Deus.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o coração e amemos o próximo com sincera caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Que gesto de humildade posso praticar hoje?

18 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A Bíblia nos mostra que nossa vida é um sopro, como uma nuvem passageira passamos por este mundo. (Silêncio) Abrindo-nos para acolher o Deus que nos dá a vida digamos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Senhor, Deus da vida, criador de todas as coisas, dai-nos a graça de viver neste mundo com verdadeiro respeito a todas as outras criaturas. Amém

Refrão inicial:

Louvado seja meu Senhor, por todas as suas criaturas.

Motivação:

Em uma leitura rápida do livro do Deuteronômio percebemos o quanto o povo era infiel e precisava ser lembrado de não se afastar de Deus. Ser todo de Deus é uma exigência da aliança feita com Ele. Não aceitar outros deuses é aceitar que somente o Deus verdadeiro conduz à plenitude. Corpo, alma, forças, todo o nosso ser deve traduzir a quem pertencemos.

Texto bíblico:

"Serás inteiramente do Senhor, teu Deus." Dt 18,13

Reflexão:

Nossa vida de participação na Igreja é coerente?

O que em mim, em nós, em nossa família, ainda não é todo de Deus?

O saber-se de Deus exige reconhecer que neste mundo apenas administramos a natureza. Como temos cuidado de nossa casa comum?

Ouvindo a mãe Igreja:

O facto de insistir na afirmação de que o ser humano é imagem de Deus não deveria fazer-nos esquecer que cada criatura tem uma função e nenhuma é supérflua. Todo o universo material é uma linguagem do amor de Deus, do seu carinho sem medida por nós. O solo, a água, as montanhas: tudo é carícia de Deus. De fato, a terra "existe antes de nós e foi nos dada" , Foi dada por Deus "a todo o gênero humano" . E, portanto, é nosso dever garantir que seus frutos cheguem a todos, não apenas a alguns. E esse é um elemento-chave de nossa relação com os bens terrenos. “O homem, usando estes bens, não deve considerar as coisas externas que legitimamente possui só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar não só a si, mas também aos outros” . Com efeito, “a posse de um bem torna quem o possui administrador da Providência, para que dê fruto e partilhe os seus frutos com os outros”. Somos administradores de bens, não donos. (PAPA FRANCISCO, Laudato Si, N. 84, 2015; Audiência Papal, 26/08/2020)

Preces:

Queremos hoje recordar das obras criadas por Deus. Após cada evocação diremos: “Que veja as mãos de Deus na natureza!”

Aspersão da casa com água benta:

A água perpassa as páginas da Bíblia desde a criação até o Apocalipse. Que nesta aspersão recordemos as águas salvíficas de Deus.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, meditando continuamente nas realidades espirituais, pratiquemos

sempre, em palavras e obras, o que Vos agrada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus

convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Em relação ao meio-ambiente, como posso agir de modo a protegê-lo? Que isso sinalize que pertenço a Deus!

19 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Passando as páginas da Bíblia, desde o início, vemos que a violência e a morte são resultado da desobediência ao projeto de Deus. Quanta violência existe no mundo. (Silêncio) No seu mistério de amor, Deus nos comunica seu Filho que também padece nossa violência. Mas na sua entrega encontramos o sentido da vida, por isso tracemos em nós o seu sinal: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Deus de amor e bondade que nos salva da violência pelo seu eterno amor, vinde em nosso socorro. Amém.

Refrão inicial:

Fraternidade sim, violência não…

Motivação:

O livro do Deuteronômio nos mostra que também em nome de Deus podemos ter o desejo de praticar a violência. O povo que fora escravo no Egito conquista a terra e nela quer impor limites. O mandamento “não matarás” é ameaçado pelo desejo da vingança, pela maldade, pela ganância. E aí Deus nos recorda que na terra que Ele dá ao povo o agir precisa ser diferente.

Texto bíblico:

"Não se derramará sangue inocente na terra que o Senhor, teu Deus, te dá por herança..." Dt 19,10

Reflexão:

Quais são os inocentes que têm sido mortos em nosso Brasil e no mundo?

Nosso sistema judiciário favorece o rompimento do ciclo da violência?

Como podemos tornar os nossos ambientes mais pacíficos?

Ouvindo a mãe Igreja:

O homem que luta, sofre e às vezes fica exasperado, não desanima nunca e quer acima de tudo viver o sentido pleno de sua filiação divina. Por isso é importante que seus direitos sejam reconhecidos; que sua vida não seja uma espécie de abominação: que a natureza, obra de Deus, não seja devastada contra as suas legítimas aspirações. O homem exige, pela força dos argumentos mais evidentes, a supressão da violência física e moral, dos abusos do poder, das manipulações do dinheiro, dos excessos do sexo; exige, numa palavra, que se cumpram os preceitos do Senhor, porque o que afeta a dignidade do homem fere, de algum modo, o próprio Deus. “Tudo é vosso; vós sois de Cristo e Cristo é de Deus” (1 Cor 3,21-23). (PUEBLA, 1979)

Preces:

É hora de colocar no coração de Deus aqueles a quem ele tanto ama, mas nem sempre experimentam no mundo o nosso amor. Lembremo-nos dos muitos inocentes que morrem injustamente e digamos: “Venha a nós teu reino de paz, Senhor!”

Aspersão da casa com água benta:

A água benta quer lavar em nós a nódoa do pecado, quer purificar de nossa terra o sangue derramado. Não como algo mágico, mas pelo compromisso que fazemos de uma vida nova.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Deus todo-poderoso e eterno, cuja providência não se engana em seus decretos, humildemente Vos suplicamos: afastai de nós todos os males e concedei-nos todos os bens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Que atitude ou fala minha podem ser menos violentas?

20 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Ler a Bíblia é entrar na história do povo que também nós fazemos parte. (Silêncio) Percebendo-se como filho(a) de Deus, herdeiro(a) do Altíssimo, acolhamos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Deus, que ao longo da história, nos reconduziu pela estrada que leva à plena felicidade, nos abra hoje os caminhos de nosso coração. Amém.

Refrão inicial:

Vós sois o Caminho, a Verdade e a Vida, o pão da alegria descido do céu...

Motivação:

O livro do Deuteronômio nos narra batalhas entre o povo de Deus e os povos inimigos e seus ídolos.

Constantemente, faz-se necessário recordar que o verdadeiro Deus não abandona o seu povo e é ele o

Senhor dos exércitos capaz de fortalecê-lo na luta.

Texto bíblico:

"Porque o Senhor, vosso Deus, marcha convosco para combater contra os vossos inimigos e para vos dar a vitória." Dt 20,4

Reflexão:

Longe dos contextos de guerra santa, comuns ao Antigo Testamento, quais são hoje os inimigos que precisamos combater com a força de Deus?

Sentimos a presença de Deus em nosso cotidiano ou temos a pretensão de tudo vencer pelas nossas próprias forças?

Como o reconhecer-se fraco, dependente de Deus, também nos ajuda na relação com os nossos irmãos?

Ouvindo a mãe Igreja:

Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade. Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança. (PAPA FRANCISCO, Oração em tempo de pandemia, 2020)

Preces:

Coloquemos diante daquele que marcha conosco as nossas demandas, manifestemos a Ele as nossas fraquezas. A cada prece digamos: “A nossa proteção está no nome do Senhor!”

Aspersão da casa com água benta:

Que nesta casa habite a certeza de que Deus jamais nos desampara e mesmo quando Dele nos afastamos, Ele continua a nos procurar e proteger.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu criador e sua providência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Que prática em minha vida pode anunciar para o mundo que confio em Deus?

21 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A Bíblia é uma grande história de perdão. Possivelmente, é o maior “livro” sobre o tema. (Silêncio) Na disposição de encontrarmos o Deus do perdão, digamos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Deus, nosso Pai perdoador, de coração generoso, volvei vosso olhar sobre o vosso povo e fazei-nos acolher vossa misericórdia por palavras e ações. Amém.

Refrão inicial:

Senhor, tende piedade e perdoai a nossa culpa...

Motivação:

Israel é um povo teimoso, infiel, que, apesar de todo amor demonstrado por Deus, comete falhas, deseja outros deuses, desobedece ao Senhor. Nesta tensão só restou ao autor do Deuteronômio recordar mais uma vez que Israel só se constituiu povo porque Deus o libertou da escravidão do Egito.

Texto bíblico:

"Ó Senhor, perdoai o vosso povo de Israel que resgatastes." Dt 21,8

Reflexão:

De que escravidões o Senhor já nos libertou?

Por que temos tanta dificuldade em sermos fiéis a Deus?

Como tem sido nosso jeito de perdoar e de acolher o perdão?

Ouvindo a mãe Igreja:

Que fazer então? No caminho rumo à Páscoa, podemos efetuar duas passagens: a primeira, do pó à vida, da nossa humanidade frágil à humanidade de Jesus, que nos cura. Podemos colocar-nos diante do Crucificado, ficar lá olhando-O e repetindo: «Jesus, Vós me amais; transformai-me! Jesus, Vós me amais; transformai-me…» E depois de ter acolhido o seu amor, depois de ter chorado à vista deste amor, a segunda passagem, para não voltar a cair da vida ao pó: vai-se receber o perdão de Deus, na Confissão, porque lá o fogo do amor de Deus consome a cinza do nosso pecado. O abraço do Pai na Confissão renova-nos por dentro, limpa-nos o coração. Deixemo-nos reconciliar, para viver como filhos amados, pecadores perdoados, doentes curados, viandantes acompanhados. Para amar, deixemo-nos amar; deixemo-nos erguer, para caminhar rumo à meta – à Páscoa. Teremos a alegria de descobrir que Deus nos ressuscita das nossas cinzas. (PAPA FRANCISCO, Homilia Quarta-feira de cinzas, 2020)

Preces:

Vamos trazer para nossas preces as situações que desejamos ver transformadas pelo perdão de Deus. Após cada pedido diremos: “No vosso amor, aprendamos a amar, Senhor!”

Aspersão da casa com água benta:

Muitas vezes no rito penitencial recebemos a água benta como sinal do perdão de Deus. Hoje, comprometendo-nos a nos deixar reerguer pelo Senhor, abençoemos nossa casa.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de encontrar sempre a alegria no vosso serviço, porque é uma felicidade duradoura e profunda ser fiel ao autor de todos os bens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Como posso traduzir por minha vida o perdão que recebo de Deus?


22 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Ler a Bíblia é encantar-se com uma história viva, com personagens fortes, com situações inusitadas. (Silêncio) Abrindo nosso interior para o Deus que escreve sua história na nossa história invoquemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Pai de justiça, que concedeis o sol sobre bons e maus, livrai-nos de toda corrupção e dai-nos retidão de coração. Amém.

Refrão inicial:

Toda palavra de vida é palavra de amor...

Motivação:

Agir conforme os desígnios de Deus exige vigilância constante. Sempre podemos nos desviar de seu projeto e, geralmente, não nos faltarão desculpas para isso. No livro do Deuteronômio várias situações bem concretas são lembradas para não deixar nenhuma dúvida sobre a forma correta de se agir como povo de Deus.

Texto bíblico:

"Se vires extraviado o boi ou a ovelha de teu irmão, não te desviarás, mas os reconduzirás ao teu irmão." Dt 22,1

Reflexão:

Agir com honestidade, atualmente, parece coisa extraordinária. Por que nos acostumamos tanto com a corrupção em nosso meio?

Quando se zela pelo que pertence ao irmão, se zela pela vida de todos. Como podemos ser verdadeiros companheiros de nossos irmãos e irmãs?

Vivenciamos alguma situação em que ser honesto foi mais difícil do que imaginávamos?

Ouvindo a mãe Igreja:

Aqueles sobre os quais recai a responsabilidade da vida pública dos Estados e Nações deverão compreender que a paz interna e a paz internacional só estarão asseguradas se vigorar um sistema social e econômico baseado sobre a justiça. Cristo não permaneceu indiferente diante deste vasto e exigente imperativo da moral social. Tampouco poderia fazê- lo a Igreja. No espírito da Igreja, que é o espírito de Cristo, e apoiados em sua doutrina ampla e sólida, voltamos ao trabalho neste campo. Deve-se sublinhar aqui novamente que a solicitude da Igreja visa o homem em sua integridade. Por esta razão, é condição indispensável para que um sistema econômico seja justo, que propicie o desenvolvimento e a difusão da instrução pública e da cultura. Quanto mais justa for a economia, tanto mais profunda será a consciência da cultura. (PUEBLA, 1979)

Preces:

Pedindo ao Senhor que renove a honestidade em nosso mundo, apresentemos nossos pedidos e digamos:

“Da tua bondade, Senhor, herdamos a honestidade!”

Aspersão da casa com água benta:

Construir uma casa é tarefa árdua, mas a casa interior jamais está pronta, nosso coração carece constantemente de reformas e transformações. Peçamos a Deus que mergulhados em sua bondade, junto com nossa casa, sejamos purificados.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Em que situações ainda posso me mostrar mais honesto?

23 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Aproximar-se da Bíblia é desejar estar perto de Deus e agir como Ele agiu. (Silêncio) Nesta busca por assemelharmo-nos a Deus clamemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Deus, que na vossa providência, cuidais de cada criatura, conduzi-nos neste mundo ao desapego de tudo que nos afaste de vós. Amém.

Refrão inicial:

A bíblia é a palavra de Deus semeada no meio do povo...

Motivação:

Não se pode ser povo de Deus e agir de forma diferente da de Deus. Por isso, o Deuteronômio proíbe práticas contrárias ao agir de Deus. Israel, como povo, experimentou que Deus é pura generosidade, providente, compassivo; portanto, seria uma grave contradição explorar os irmãos.

Texto bíblico:

"Não exigirás juro algum de teu irmão, quer se trate de dinheiro, quer de gêneros alimentícios, ou do que quer que seja que se empreste a juros." Dt 23,20

Reflexão:

Existe alguma contradição entre nossa fé e as nossas práticas?

Por que nos acostumamos tão facilmente com vício de tirar vantagens sobre o sofrimento alheio?

Como podemos romper a lógica da ganância tão presente em nossos dias?

Ouvindo a mãe Igreja:

No rosto de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, maltratado por nossos pecados e glorificado pelo Pai, nesse rosto doente e glorioso, com o olhar da fé podemos ver o rosto humilhado de tantos homens e mulheres de nossos povos e, ao mesmo tempo, sua vocação à liberdade dos filhos de Deus, à plena realização de sua dignidade pessoal e à fraternidade entre todos. A Igreja está a serviço de todos os seres humanos, filhos e filhas de Deus. [...] os cristãos, como discípulos e missionários, são chamados a contemplar, nos rostos sofredores de nossos irmãos, o rosto de Cristo que nos chama a servi-lo neles: “Os rostos sofredores dos pobres são rostos sofredores de Cristo”. (APARECIDA, N. 32.393, 2007)

Preces:

Trazendo os rostos sofredores à presença do rosto compassivo do Pai, peçamos: “Senhor, que minha maior riqueza seja o teu amor!”

Aspersão da casa com água benta:

A casa é lugar onde se expressa a acolhida de Deus presente nos irmãos que nos visitam, que nos pedem auxílio, que nos oferecem seus préstimos. Que esta bênção da casa seja predisposição para acolher os irmãos e irmãs mais necessitados.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união convosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

No meu cotidiano tenho exigido demais de algum irmão ou irmã? Posso abrandar esse meu jeito de agir?


24 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A bíblia é também uma narrativa da experiência do trabalho. Deus é trabalhador, disse Jesus. (Silêncio) Recebendo em nós a presença desse Deus, invoquemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Deus Pai, que a cada dia tece as nossas entranhas e nos sopra a vida, que restituis a criação, inspirai em nós o justo valor do trabalho. Amém.

Refrão inicial:

Vamos nós povo de Deus conviver com dignidade. E no mundo do trabalho, construir fraternidade.

Motivação:

O povo tinha vivido uma experiência de escravidão no Egito. Por isso, caía também na tentação de querer escravizar os outros. O livro do Deuteronômio institui o pagamento do salário e recorda que o pobre precisa daquele valor para sua vida. Não pagar o justo salário é escravizar.

Texto bíblico:

"Não prejudicarás o assalariado pobre e necessitado, quer seja um de teus irmãos, quer seja um estrangeiro que mora numa das cidades de tua terra. Dá-lhe o seu salário no mesmo dia, antes do pôr do sol, porque é pobre e espera impacientemente a sua paga. Do contrário clamaria contra ti ao Senhor, e serias culpado de um pecado." Dt 24,14-15

Reflexão:

Como nos relacionamos com o mundo do trabalho?

Vivemos num momento de grande precarização do trabalho. Como Igreja, como podemos recuperar o justo significado do trabalho na vida humana?

Existe em nós alguma tentação de explorar os irmãos mais pobres e aproveitar de sua força de trabalho?

Ouvindo a mãe Igreja:

Um sistema político-econômico, para seu desenvolvimento saudável, necessita garantir que a democracia não seja somente nominal, mas sim que possa se ver moldada em ações concretas que velem pela dignidade de todos os seus habitantes sob a lógica do bem-comum, em um chamado à solidariedade e uma opção preferencial pelos pobres (cf. Laudato si’, 158). Isso exige os esforços das máximas autoridades, e por certo do poder judicial, para reduzir a distância entre o reconhecimento jurídico e a prática do mesmo. Não há democracia com fome, nem desenvolvimento com pobreza, nem justiça na desigualdade. (PAPA FRANCISCO, 2019)

Preces:

Mais uma vez apresentemos a Deus a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. E também daqueles que estão vivendo a angústia do desemprego. Peçamos: “Deus, ouvi o clamor do povo trabalhador!”

Aspersão da casa com água benta:

Todos já ouvimos a música que fala do operário que constrói edifício e escolas e neles não pode entrar. Ao aspergir essa casa que Deus abençoe cada pessoa que tornou possível que ela fosse erguida.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Como posso me solidarizar com uma pessoa desempregada?

25 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A Bíblia é um livro de clamor do povo e de escuta de Deus. Também de clamor de Deus e pouca escuta do seu povo. (Silêncio) Abrindo nossos ouvidos a Deus, iniciemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Que o Deus que ouviu o clamor de seu povo no Egito, escute hoje nossos lamentos. Amém.

Refrão inicial:

Escuta, Israel, Javé teu Deus quer falar.

Motivação:

O livro do Deuteronômio demonstra que nos momentos difíceis é preciso recorrer a Deus com confiança. Há uma história de fidelidade por parte de Deus, jamais Ele falha. Por vezes, é o povo que não consegue entender os seus desígnios.

Texto bíblico:

"Clamamos então ao Senhor, Deus de nossos pais, e ele ouviu nosso clamor e viu nossa aflição, nossa miséria e nossa angústia. " Dt 26,7

Reflexão:

Recordemos os momentos em que presenciamos a ação de Deus na vida de nossos antepassados. O que Deus fez por eles?

Em nossas aflições temos confiado em Deus?

Santo Agostinho fala que, às vezes, Deus não nos atende porque o que pedimos é o mal, ou porque pedimos de forma incorreta ou até mesmo porque nós somos maus. O que esse pensamento nos ajuda compreender sobre nossa relação com Deus?

Ouvindo a mãe Igreja:

O segredo da unidade da Igreja, o segredo do Espírito é o dom. Porque Ele é dom, vive doando-Se e, assim, nos mantém unidos, fazendo-nos participantes do mesmo dom. É importante acreditar que Deus é dom, que não se comporta tomando, mas dando. E por que é importante? Porque o nosso modo de ser crentes depende de como entendemos Deus. Se tivermos em mente um Deus que toma, que Se impõe, desejaremos também nós tomar e impor-nos: ocupar espaços, reivindicar importância, procurar poder. Mas, se tivermos no coração que Deus é dom, muda tudo. Se nos dermos conta de que aquilo que somos é dom d’Ele, dom gratuito e imerecido, então também nós quereremos fazer da própria vida um dom. E amando humildemente, servindo gratuitamente e com alegria, ofereceremos ao mundo a verdadeira imagem de Deus. O Espírito, memória viva da Igreja, lembra-nos que nascemos de um dom e crescemos doando-nos; não poupando-nos, mas dando-nos. (PAPA FRANCISCO, Homilia de Pentecostes, 2020)

Preces:

Apresentemos a Deus nossos clamores e repitamos: “Vinde Espírito de Deus e renovai a face da terra!”

Aspersão da casa com água benta:

Que a água benta lançada sobre essa casa seja um consolo nos momentos de aflição.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Concedei, Senhor, aos vossos fiéis os dons do Espírito Santo, para que Ele nos transforme interiormente e crie em nós um coração novo, agradável a vossos olhos e dócil à vossa vontade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

A minha fé está suficientemente amadurecida? O que ainda necessito mudar?

26 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A Bíblia é um manancial de bênçãos. Deus não cessa de abençoar o seu povo e tudo o que ele faz é transformado em novas bênçãos. (Silêncio) Na presença daquele que é a Bênção invoquemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Deus, nossa bênção, volvei vossa face para os vossos filhos e filhas e dai-nos colher na alegria o fruto do trabalho de nossas mãos. Amém.

Refrão inicial:

Das alturas orvalhem os céus, e das nuvens que chovam justiça, que a terra se abra ao amor e germine o Deus Salvador.

Motivação:

Na posse da nova terra, o povo de Deus poderia achar-se onipotente a ponto de não mais precisar de Deus. Percebendo essa tendência, o autor do Deuteronômio ressalta que é Deus quem controla toda a natureza e que é por sua bondade que o trabalho humano alcança êxito.

Texto bíblico:

"O Senhor abrirá para ti as suas preciosas reservas, o céu, para dar a seu tempo a chuva necessária à tua terra e para abençoar todo o trabalho de tuas mãos." Dt 28,12

Reflexão:

Percebemos as bênçãos de Deus em nosso trabalho cotidiano? Inclusive, aquele de dentro de casa?

Por que é essencial reconhecer que tudo provém de Deus? Como isso muda a nossa vida?

O que nas atuais práticas do trabalho contradizem a vontade de Deus?

Ouvindo a mãe Igreja:

Lá, nos pobres, manifesta-se a presença de Jesus, que, sendo rico, se fez pobre (cf. 2 Cor 8, 9). Por isso neles, na sua fragilidade, há uma «força salvífica». E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso «passaporte para o paraíso». Para nós, é um dever evangélico cuidar deles, que são a nossa verdadeira riqueza; e fazê-lo não só dando pão, mas também repartindo com eles o pão da Palavra, do qual são os destinatários mais naturais. Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais. E isto far-nos-á bem: abeirar-nos de quem é mais pobre do que nós, tocará a nossa vida. Lembrar-nos-á aquilo que conta verdadeiramente: amar a Deus e ao próximo. Só isto dura para sempre, tudo o resto passa; por isso, o que investimos em amor permanece, o resto desaparece. (PAPA FRANCISCO, Homilia Dia Mundial dos Pobres, 2017)

Preces:

Pedindo pelos nossos trabalhos cotidianos, digamos: “Que reconheçamos vossa presença no mais simples trabalho que fizermos!”

Aspersão da casa com água benta:

Que a água aspergida sobre este lar seja fortalecimento para nosso trabalho diário.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Como posso demonstrar por meu trabalho a bênção de Deus?

27 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A Bíblia nos conduz ao mistério do coração de Deus. Não é um livro científico, é um livro para mostrar o amor de um Deus por seu povo. (Silêncio) Neste abraço do mistério, clamemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Deus de ternura que revelastes vosso amor aos simples, fazei-nos regozijar na vossa verdade. Amém.

Refrão inicial:

Teu nome Senhor é tão bonito, Tu moras no céu lá nas alturas. Até as criancinhas que ainda mamam já sabem que vences o inimigo.

Motivação:

Nem sempre o povo de Deus compreendia tudo o que ocorria e isso gerava revolta, insatisfação, incredulidade. Nessas horas o Deuteronômio recorda que Deus é mistério a ser participado e não simplesmente explicado. Deus é convite a viver na sua interioridade e gozar de sua presença, não é uma teoria. É um Deus que se revela pela justiça de suas leis, palavras e ações.

Texto bíblico:

"O que está oculto pertence ao Senhor, nosso Deus; o que foi revelado é para nós e para nossos filhos, para sempre, a fim de que ponhamos em prática todas as palavras desta lei." Dt 29,28

Reflexão:

Como temos vivenciado a Palavra do Senhor?

Acolhemos a Bíblia como uma revelação do amor de Deus para conosco?

Como nossa família e nossa comunidade compartilham esse amor que se expressa na Palavra de Deus?

Ouvindo a mãe Igreja:

Todo o homem e mulher é uma missão, e esta é a razão pela qual se encontra a viver na terra. Ser atraídos e ser enviados são os dois movimentos que o nosso coração, sobretudo quando é jovem em idade, sente como forças interiores do amor que prometem futuro e impelem a nossa existência para a frente. Ninguém, como os jovens, sente quanto irrompe a vida e atrai. Viver com alegria a própria responsabilidade pelo mundo é um grande desafio. Conheço bem as luzes e as sombras de ser jovem e, se penso na minha juventude e na minha família, recordo a intensidade da esperança por um futuro melhor. O facto de nos encontrarmos neste mundo sem ser por nossa decisão faz-nos intuir que há uma iniciativa que nos antecede e faz existir. Cada um de nós é chamado a refletir sobre esta realidade: «Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo» (PAPA FRANCISCO, Evangelii gaudium, N. 273, 2013).

Preces:

Pedindo para que o conhecimento da palavra se transforme em ações da presença de Deus, apresentemos a Ele nossas preces e digamos: “Fazei-nos missionários do vosso amor!”

Aspersão da casa com água benta:

Nesta água vivemos a recordação do Deus que nos chama à vida nova e nos dá uma missão: onde quer que estejamos testemunhar o seu amor.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Como posso me comprometer mais com a Palavra de Deus? O que ainda me falta?

28 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A Bíblia não é um fardo pesado, ela é um caminho de libertação, é uma fonte restauradora. (Silêncio) Predispondo-nos a saciar nossa sede, iniciemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Acolhei, ó Deus de amor, os vossos filhos e filhas que sedentos vos procuram para renovarem suas forças. Amém.

Refrão inicial:

A minha alma tem sede de Deus, pelo Deus vivo anseia com ardor. Quando irei ao encontro de Deus e verei tua face Senhor?

Motivação:

No meio do povo começaram murmúrios e reclamações sobre as exigências de Deus na nova terra. Muitos até sentiam saudades da escravidão no Egito. Em função disso, o Deuteronômio nos recorda que a lei de Deus não é algo complexo, ela é um mandamento acessível, que toda pessoa é capaz de cumprir

Texto bíblico:

"O mandamento que hoje te dou não está acima de tuas forças, nem fora de teu alcance." Dt 30,11

Reflexão:

Em relação à Lei de Deus, o que nos é mais difícil viver?

Por que facilmente aprendemos a fazer o mal e resistimos tanto a praticar o que é bom?

Como nossa família e nossa comunidade demonstram a leveza da Palavra de Deus?

Ouvindo a mãe Igreja:

“Não é fácil fazer o bem: devemos aprendê-lo, sempre. E Ele nos ensina. Mas: aprendam. Como as crianças. No caminho da vida, da vida cristã se aprende todos os dias. Deve-se aprender todos os dias a fazer algo, a ser melhores do que o dia anterior. Aprender. Afastar-se do mal e aprender a fazer o bem: esta é a regra da conversão. Porque converter-se não é consultar uma fada que com a varinha de condão nos converte: não! É um caminho. É um caminho de afastar-se e de aprender”. Portanto, necessita-se coragem para afastar-se e humildade para aprender a fazer o bem que se explicita em fatos concretos: “Ele, o Senhor, aqui diz três ações concretas, mas existem muitas outras: busquem a justiça, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva… mas, ações concretas. Aprende-se a fazer o bem com ações concretas, não com palavras. Com fatos… Por isso, Jesus, no Evangelho que ouvimos, repreende esta classe dirigente do povo de Israel, porque ‘diz e não faz’, não conhecem a concretude. E se não há concretude, não pode haver a conversão”. (PAPA FRANCISCO, 2020)

Preces:

Dizendo para Deus de nossas dificuldades em fazer o bem, peçamos o seu auxílio: “Ensina-nos, Senhor, a fazer o bem e evitar o mal!”

Aspersão da casa com água benta:

A casa é o lugar onde por primeiro podemos aprender a fazer o bem. Que esta aspersão seja um aprendizado sobre a bondade de Deus.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Deus eterno e onipotente, que, no vosso amor infinito, cumulais de bens os que Vos imploram muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai-nos o que nem sequer sabemos pedir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Em relação aos mandamentos, qual deles merece um maior cuidado de minha parte?

29 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

A Palavra de Deus é eficaz, tem uma força de vida capaz de tudo transformar. (Silêncio) Na certeza de que a Palavra vem ao nosso encontro, comecemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Deus, que nos revelais o caminho da justiça, fazei-nos andar com retidão na vossa Lei. Amém.

Refrão inicial:

Senhor, eu sei que Tu me sondas, sei também que me conheces...

Motivação:

A palavra “amém” na sua origem significa “apoiar-se na rocha”. Quando o povo foi chamado a dizer várias vezes “amém” o que Deus desejava ouvir era que aquele povo nele confiava e assumia “sim, Senhor, eu concordo com vossa vontade”. Como numa aliança, o Deuteronômio mostra os atributos Daquele que faz um contrato de vida com o seu povo.

Texto bíblico:

"Ele é o Rochedo, perfeita é a sua obra, justos, todos os seus caminhos; é Deus de lealdade, não de iniquidade, ele é justo, ele é reto." Dt 30,4

Reflexão:

Deus é nosso refúgio e fortaleza. Do que temos medo?

Nossa família e nossa comunidade testemunham a fé num Deus leal, justo e reto? De que forma?

O meu e o nosso “amém” para com Deus tem sido feito com toda a intensidade de nossas vidas?

Ouvindo a mãe Igreja:

Tem-se a impressão de que a oração seja ao mesmo tempo um escudo, seja um refúgio do homem diante da onda do mal que cresce no mundo. Nós também rezamos para ser salvos de nós mesmos. É importante. Rezar: “Senhor, por favor, salva-me de mim mesmo, das minhas ambições, das minhas paixões. Salva-me de mim mesmo”. As pessoas que rezam nas primeiras páginas da Bíblia são homens promotores de paz: na verdade, a oração, quando é autêntica, liberta dos instintos de violência e tem um olhar voltado para Deus, para que Ele volte a cuidar do coração do homem. A oração cultiva canteiros de renascimentos em lugares em que o ódio do homem só foi capaz de ampliar o deserto. A oração é poderosa, porque atrai o poder de Deus e o poder de Deus sempre dá vida: sempre. Ele é o Deus da vida e faz renascer. (PAPA FRANCISCO, 2020)

Preces:

Apresentando ao Senhor nossas angústias e ansiedades, peçamos: “Dai-nos, Senhor, a vossa vida!”

Aspersão da casa com água benta:

Que nossa casa esteja construída sobre a rocha que é o nosso Deus e que esta aspersão confirme isso em nosso coração.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas acções e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Minhas ações estão devidamente apoiadas na Rocha que me sustenta?

30 DE SETEMBRO

Entrando na oração:

Feliz o povo que tem um livro santo para guiar seus passos. Feliz o povo que sabe acolher o Deus que das Sagradas Escrituras faz brotar vida nos corações. (Silêncio) Na gratidão para com Deus, o acolhamos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Deus, Palavra que vivifica, despertai nossos ouvidos e amaciai nosso coração para que ouvindo vossa Palavra a pratiquemos junto dos irmãos. Amém.

Refrão inicial:

A Bíblia é a Palavra de Deus, semeada no meio do povo...

Motivação:

O livro do Deuteronômio se encerra proclamando que Deus é a fonte de segurança para o povo. As imagens são fortes para dizer que Deus é a armadura que protege os seus. Saber-se protegido por Deus é motivo de júbilo e compromisso para com os irmãos.

Texto bíblico:

"Tu és feliz, ó Israel! Quem é, como tu, povo salvo pelo Senhor, escudo que te protege, espada que te engrandece?" Dt 33,29

Reflexão:

Reconhecemos que o fato de sermos escolhidos por Deus traz consigo uma missão de fazer o bem ao próximo?

A fidelidade de Deus realmente nos alegra e nos motiva a sermos bons para com os outros?

Quais são as guerras diante das quais precisamos dessa armadura que é próprio Deus?

Como a Palavra de Deus pode ser parte dessa armadura para nosso cotidiano?

Ouvindo a mãe Igreja:

A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo. Sempre as considerou, e continua a considerar, juntamente com a sagrada Tradição, como regra suprema da sua fé; elas, com efeito, inspiradas como são por Deus, e exaradas por escrito duma vez para sempre, continuam a dar-nos imutavelmente a palavra do próprio Deus, e fazem ouvir a voz do Espírito Santo através das palavras dos profetas e dos Apóstolos. É preciso, pois, que toda a pregação eclesiástica, assim como a própria religião cristã, seja alimentada e regida pela Sagrada Escritura. Com efeito, nos livros sagrados, o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro de Seus filhos, a conversar com eles; e é tão grande a força e a virtude da palavra de Deus que se torna o apoio vigoroso da Igreja, solidez da fé para os filhos da Igreja, alimento da alma, fonte pura e perene de vida espiritual. Por isso se devem aplicar por excelência à Sagrada Escritura as palavras: «A palavra de Deus é viva e eficaz» (Hebr. 4,12), «capaz de edificar e dar a herança a todos os santificados», (Act. 20,32; cfr. 1 Tess. 2,13). (Dei Verbum, N. 21)

Agradecimentos:

Ao longo desses trinta dias sempre pedíamos, hoje apresentemos a Deus nossa gratidão por essa experiência de fé e de aproximação ao livro do Deuteronômio. Após cada agradecimento digamos: “O Senhor foi bom para conosco e nos fez conhecer a sua Lei!”

Aspersão da casa com água benta:

Ao recebermos a água benta nos comprometamos a viver segundo a Palavra que nos liberta.

Oração final:

Pai-nosso, Ave-Maria.

Deus eterno e omnipotente, dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço a dedicação da nossa vontade e a sinceridade do nosso coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

Compromisso:

Como posso ser mais fiel à leitura e ao estudo da Palavra de Deus?

Horários das Missas

Todo dia 02 de cada mês missa em louvor à Nossa Senhora com a tradicional benção das velas.

Sexta-feira, missa às 15h na Igreja Matriz

Sábado, às 18h, missa na Comunidade Nossa Senhora da Defesa

Segunda, às 15h, missa das almas na Comunidade Nossa Senhora da Defesa.

Domingo, às 08h, 10h30 e 19h missa na Matriz e às 09h missa na comunidade de Santa Edwiges.

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Campanha da Fraternidade